Coimbra  3 de Março de 2021 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Ordem dos Médicos denuncia que urgências dos hospitais estão em risco

8 de Junho 2017 Jornal Campeão: Ordem dos Médicos denuncia que urgências dos hospitais estão em risco

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) critica o Ministério da Saúde pelo “corte irresponsável”, de mais de 22 milhões de euros, que pretende fazer numa área “já muito sacrificada na saúde: a urgência”.

Os Médicos do Centro apontam para consequências “extremamente graves” nos serviços de urgência, “face à entrada em vigor do diploma de execução orçamental que determina o corte de 35 por cento nos gastos com a contratação de médicos para o Serviço Nacional de Saúde (SNS)”.

Segundo Carlos Cortes, presidente da SRCOM, esta é uma “medida desumana que terá um impacto muito negativo numa área já bastante debilitada do SNS. Os recursos humanos nas urgências são actualmente insuficientes e não conseguirão resistir a um corte de mais de um terço na prestação do serviço assegurado na esmagadora maioria dos hospitais”.

Já em 2016, adianta a Ordem, “foram alocados 64 milhões de euros em prestação de serviço para garantir o funcionamento das urgências”. Assim, cortar “mais de um terço desta verba irá irremediavelmente prejudicar o acesso e a qualidade dos cuidados de saúde, o que se afigura uma medida profundamente desumana”, critica.

Carlos Cortes afirma que a prioridade do Ministério deveria ser resolver o problema dos recursos humanos, considerando que o Estado “está a demonstrar um princípio aberrante de que não dá garantias nem respeita os utentes do Serviço Nacional de Saúde”.

“Esta é das piores e mais graves medidas que foram tomadas no SNS. Não se pode colocar em risco a vida das pessoas num serviço de urgência por falta de médicos. Não podemos permitir essa desumanidade”, conclui.