Coimbra  17 de Setembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Ordem alerta para falta de colocação de médicos

23 de Julho 2018

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) considera inaceitável a inexistência de procedimentos concursais para a colocação de médicos de família.
Carlos Cortes, presidente da SRCOM, faz notar que a omissão coincide com “enormes carências” no Serviço Nacional de Saúde (SNS), como a que o “Campeão” acaba de divulgar ao noticiar que o Centro de Saúde de Vila Nova de Poiares esteve, quarta-feira (18), à tarde, sem médico.
“É incompreensível que 700 000 portugueses continuem sem médico de família quando simultaneamente temos 320 recém-especialistas em Medicina Geral e Familiar (MGF) a aguardar a abertura de concurso”, advertiu a SRCOM.
Para Carlos Cortes, trata-se de uma “situação inadmissível”, a exigir actuação urgente com a “colocação imediata de recém-especialistas em MGF e de médicos da carreira hospitalar”.
“O atraso nos concursos, completamente injustificável, é desrespeitador dos profissionais de saúde, confrontados com condições e perspectivas instáveis, além de incentivar ao abandono do SNS”, acentua o médico.
Segundo a SRCOM, com esta política, o ministro da Saúde está a desperdiçar várias centenas de profissionais, que podiam resolver no imediato e em grande parte a actual falta de médicos de família a nível nacional.
Também o Secretariado Regional do Centro do Sindicato Independente dos Médicos (SIM) acaba de expressar “preocupação pelo atraso nos concursos para colocação dos recém-especialistas das áreas hospitalar, de saúde pública e de MGF”.
O SIM alerta, por outro lado, para “problemas de organização e de condições do trabalho médico” no Centro Hospitalar Universitário de Coimbra (CHUC), cuja situação, segundo a associação sindical, espelha “tragicamente o desinvestimento no SNS”.

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