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Oliveira do Hospital: Câmara quer travar invasão do eucalipto

27 de Agosto 2018 Jornal Campeão: Oliveira do Hospital: Câmara quer travar invasão do eucalipto

O presidente do Município de Oliveira do Hospital, José Carlos Alexandrino, lançou um pedido de ajuda ao Governo para que se possa travar o fenómeno da regeneração natural do eucalipto nas zonas afectadas pelos incêndios.

Conforme divulgou, hoje, a Câmara, no caso de Oliveira do Hospital, em que o trágico incêndio de 15 de Outubro de 2017 consumiu 97 por cento da área florestal do concelho, o autarca refere que “todo o território está, agora, invadido por muitos milhares de eucaliptos que formam autênticas selvas”.

Frisando que a sua posição “não representa nenhum tipo de atitude fundamentalista contra o eucalipto”, José Carlos Alexandrino sustenta, no entanto, que “se não for definida rapidamente um estratégia nacional, não há dúvidas de que num futuro próximo vamos ter autênticos barris de pólvora em matéria de risco de incêndio rural”.

Dando conta de que mais de 95 por cento da floresta do concelho é de natureza privada, o autarca observa, também, que, depois dos incêndios, “as sementes desta espécie germinaram de uma forma absolutamente descontrolada, levando a que os eucaliptos começassem a nascer rapidamente e em grande densidade por todo o território”.

“Se os pequenos eucaliptos não começarem a ser retirados dos terrenos, passaremos a ter povoamentos com cada vez mais material combustível e elevado risco de incêndio”, adverte o autarca, defendendo que “o reordenamento florestal tem que ser efectivamente um desígnio nacional” e observando que “as próximas gerações não perdoarão se desperdiçarmos esta oportunidade que o país tem para fazer uma verdadeira reforma florestal”.

José Carlos Alexandrino adianta, também, que sempre protestou junto do Instituto de Conservação da Natureza (ICNF) contra a proliferação do eucalipto no concelho, mas sublinha que, agora, “o problema é termos muitos e muitos milhares de eucaliptos a nascerem de forma espontânea e completamente desordenada, em zonas onde nem sequer existia a espécie”.