Coimbra  17 de Maio de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Oliveira do Hospital acolhe conferência internacional sobre economia circular

15 de Abril 2021 Jornal Campeão: Oliveira do Hospital acolhe conferência internacional sobre economia circular

O CECOLAB (Laboratório Colaborativo para a Economia Circular) está a organizar em conjunto com a Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia uma conferência internacional no âmbito da economia circular, que se irá realizar, em Oliveira do Hospital, nos dias 20 e 21 de Abril de 2021, num formato misto: presencial e através do digital.

Por ocasião da Presidência Portuguesa da Comissão Europeia, de Janeiro de 2021 a Junho de 2021, o CECOLAB foi convidado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior a organizar uma conferência internacional em economia circular.

A conferência apresentará um programa de sessões enquadradas com uma das prioridades principais da Presidência Portuguesa (“Promover uma recuperação Europeia alavancada pelas transições climática e digital”) e contribuir para o sucesso da Presidência de Portugal nessa prioridade.

Das cinco linhas de acção definidas para a Presidência Portuguesa, o encontro, com foco em economia circular, irá apresentar um conjunto de sessões e participações internacionais com impacto em quatro das cinco linhas de acção. Europa Resiliente: Promovendo a recuperação, coesão e valores da Europa; Europa Verde: Promover a UE como líder em acção climática; Europa Social: Promoção e reforço do modelo social europeu; Europa Global: Promover a abertura da Europa ao mundo.

As sessões, que irão decorrer durante dois dias, irão estar organizadas com enfoque em seis linhas principais:

(1) Europa Verde e Global;

(2) Conhecimento e Ciência: o pilar e a base para o desenvolvimento da

Economia Circular;

(3) Fundos Verdes e Instrumentos Financeiros;

(4) Simbioses Regionais e partilha de conhecimento internacional;

(5) Geração Jovem; e

(6) Contribuição da economia circular para uma recuperação económica sustentável pós-covid-19 e mercados emergentes.

Este encontro internacional irá juntar mais de 25 especialistas/entidades internacionais, de elevado reconhecimento, desde as Nações Unidas, até às mais importantes universidades, centros tecnológicos, editores de revistas científicas e políticos a nível internacional e com actividade na área da economia circular, com origem principal, além da Europa, em África e América Latina.

Os jovens e as mulheres irão ter um destaque principal neste evento, com a participação de três jovens empreendedoras internacionais.

Para João Nunes, presidente do CECOLAB, “este evento representa dois pontos importantes. Primeiro, o Interior de Portugal pode e deve contribuir activamente para o desenvolvimento de encontros de elevada importância para Portugal, para a Europa e para o mundo. Este é o primeiro grande evento internacional de economia circular realizado em Portugal e será um dos mais importantes a nível internacional. Estamos a trabalhar para que se inicie um novo processo de cooperação, após o evento, entre a Europa, África e América Latina, tendo como pilar comum a ciência e conhecimento. Neste evento, os jovens irão ter um destaque principal, não só pela sua capacidade como pela responsabilidade futura ao nível do preservação e uso eficiente dos recursos do planeta: contudo, também devem ser ouvidos e fazerem parte das políticas e processos de decisão. Apesar de todas as adversidades e problemas que a pandemia covid-19 trouxe, também veio ensinar e demonstrar que o local onde estamos cada vez é menos importante e menos limitante para o desenvolvimento de actividades, iniciativas e fixação de massa crítica e projectos de ciência e tecnologia. As pessoas foram e continuarão a ser o elo mais importante e não a localização geográfica. O segundo ponto importante a realçar: os modelos baseados na cooperação entre entidades governativas, como os ministérios, e instituições como o CECOLAB (que já representa o envolvimento da academia e empresas) são exemplos de boas práticas, que podem e poderão acontecer mais vezes. Permite aumentar a proximidade entre os problemas de um sector ou de um território com as entidades de decisão e gestão do país: é na cooperação que está o ganho e não no isolamento de cada entidade”.