Coimbra  18 de Setembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Obras no largo da Sé Velha são “um risco” mas não podem “ser adiadas”

19 de Agosto 2019

A requalificação do largo da Sé Velha, Quebra Costas e Beco da Carqueja vai avançar para concurso público, aprovado hoje por unanimidade na reunião do executivo camarário, embora o presidente Manuel Machado admita que “é um risco” para o turismo e para os cidadãos, o seu adiamento “não é solução”.

A preocupação com os efeitos das obras no turismo, nos residentes da zona e nas festas académicas foi manifestada pelas vereadoras Ana Bastos (Somos Coimbra) e Madalena Abreu (PSD), tendo em conta que a intervenção demorará algum tempo e tem o custo total de 1,2 milhões de euros.

A empreitada está inserida no Plano Estratégico de Desenvolvimento Urbano (PEDU) para valorização do percurso Universidade /Alto de Almedina, e foi dividida em três lotes

“Estas intervenções pretendem melhorar a mobilidade pedonal na ‘Alta’ da cidade, nomeadamente através da introdução de passadeiras de conforto”, revela a autarquia.

No largo da Sé Velha, o investimento é de 648 725 euros, que prevê também “o aumento da funcionalidade do local, mas mantendo a genuinidade do espaço, recuperando a ideia de praça e estruturando o espaço público, para dar maior protagonismo ao peão, permitindo um usufruto pleno do enquadramento urbano do lugar”, salienta a Câmara, acrescentando que a ideia passa, ainda, por “optimizar a relação do espaço público com o edificado, corrigindo os elementos e as intervenções dissonantes que foram realizadas ao longo do tempo”.

Uma decisão tomada durante a revisão da proposta de requalificação do largo da Sé Velha, na fase de desenvolvimento do estudo prévio, foi a de preservar a topografia actual do espaço, “o que levou a redesenho da sucessão de patamares do lado Norte, entre a rua dos Coutinhos e a rua do Cabido, de forma a que este conjunto não avançasse tanto sobre o largo”.

Uma outra proposta analisada durante a revisão do projecto foi, também, a de reforçar o número de contentores de recolha de lixo associados a suportes fixos, de forma a esbater a sua presença na leitura do espaço, mas garantindo uma resposta a esta problemática revelada na fase de inquérito.

Quanto à intervenção na rua e largo do Quebra Costas, o preço base a concurso é de 430 895 euros, e tem por objectivo repavimentar, “com materiais de maior resistência e atrito, esta que é uma das zonas mais movimentadas da ‘Alta’ de Coimbra e parte essencial do percurso de ligação da Universidade à ‘Baixa’”.

Neste local, irá também ser realizada uma revisão das infraestruturas, com a passagem da rede eléctrica para subterrânea e a instalação de iluminação led, mas também a instalação de rede de gás natural e a remodelação de redes de abastecimento de água.

Já em relação à requalificação das Escadas e Beco da Carqueja, com o custo de 116 545, serão, igualmente, remodeladas as infraestruturas, para além da melhoria das condições de acessibilidade, eliminando barreiras arquitectónicas e repavimentando a via, tornando o percurso e o acesso às habitações mais seguro e confortável.

Em relação às consequências das obras para moradores (essencialmente de uma faixa etária mais avançada) e para os turistas, Manuel Machado explicou que os habitantes da zona foram já devidamente informados e que o plano de segurança será aprovado “imediatamente antes da consignação da empreitada”, que “será gerida em função das necessidades que venham a surgir”.

O investimento previsto da Câmara Municipal para esta zona da cidade é superior a 3,5 milhões de euros, estando já concluídas as obras de requalificação das ruas da Ilha, Guilherme Moreira, José Falcão, Travessa da Trindade, Beco da Pedreira e Largo Hilário (740 000 euros) e do largo de S. Salvador (212 000 euros); bem como de estar em execução a empreitada de requalificação das ruas dos Coutinhos, do Colégio Novo, da Fonte Nova e Joaquim António de Aguiar (680 000 euros); e de aprovado, em Julho, o concurso público para requalificar as ruas Borges Carneiro, do Norte e de São João, e o largo José Rodrigues (investimento previsto superior a 745 000 euros).

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