Coimbra  7 de Agosto de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Obras do Museu de Arte e Coleccionismo avançam em Cantanhede

23 de Julho 2020 Jornal Campeão: Obras do Museu de Arte e Coleccionismo avançam em Cantanhede

Cândido Ferreira Museu Cantanhede

O adiantado estado de construção do Museu de Arte e Coleccionismo de Cantanhede foi observado, esta semana, pela presidente da Câmara, Helena Teodósio, na companhia de Cândido Ferreira, que doou cerca de 900 mil peças.

O património cedido por Cândido Ferreira, médico, coleccionador e escritor da Gândara, inclui algumas das maiores colecções conhecidas em Portugal, e até no mundo, com temáticas muito variadas como pintura portuguesa, mobiliário e escultura, arqueologia de todas as civilizações e épocas, artes decorativas de Portugal e de todo o mundo, história postal, história do dinheiro, temáticas afins à bibliografia e mais algumas dezenas de colecções ditas “populares”.

Com protocolos já firmados, ou em andamento, com outros museus nacionais e também em todos os territórios em que Portugal marcou presença, incluindo Açores e Madeira, Cantanhede pretende afirmar-se, mais que um exemplo da conservação do património da cultura portuguesa, como futura capital nacional e internacional do coleccionismo, ponto de visita obrigatório para os milhões de pessoas que se dedicam a estas actividades.

O MAC – Museu de Arte e Coleccionismo de Cantanhede, que representa um investimento de cerca dois milhões de euros, é criado na sequência do processo de reabilitação e adaptação da Casa Municipal da Cultura (Casa do Capitão-Mor), intervenção de fundo que promove a integração funcional dos imóveis através de uma solução assinada pelo arquitecto Miguel Abecassis, de acordo com o preconizado no Programa Estratégico de Desenvolvimento Urbano de Cantanhede.

O inventário e classificação do espólio, bem como a elaboração do estudo da programação e implementação do projecto de musealização desenvolvidos sob orientação do professor doutor Fernando Baptista Pereira, têm por objectivo a criação de “um museu vivo, um museu com uma aposta forte nas funções cultural, patrimonial e educativa que não podem deixar de fazer parte de equipamentos colectivos desta natureza”, segundo Helena Todósio.

Cândido Ferreira, a quem foi concedido, recentemente, um voto de louvor, por unanimidade, da Assembleia Municipal de Cantanhede, irá ter uma sala com o seu nome no futuro Museu Municipal de Setúbal, que ficará instalada no primeiro edifício manuelino de Portugal.

Também a Junta de Freguesia da Urra (Portalegre) atribuiu uma medalha de mérito por outra doação já protocolada com a Câmara Municipal de Cantanhede, esperando-se, para breve, um Museu do Avental Alentejano, na zona de Elvas.