Coimbra  22 de Setembro de 2021 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Obra para nova Extensão de Saúde de Taveiro votadas na próxima reunião de Câmara

4 de Setembro 2021 Jornal Campeão: Obra para nova Extensão de Saúde de Taveiro votadas na próxima reunião de Câmara

A Câmara de Coimbra vai analisar e votar, na sua reunião da próxima segunda-feira (6), uma proposta do júri do concurso público para adjudicar a empreitada de requalificação da Casa da Criança, de forma a que esta venha a acolher a Extensão de Saúde de Taveiro.

A obra será adjudicada à empresa Veiga Lopes, SA., por um valor superior a 755 mil euros e um prazo de execução de 365 dias. Recorde-se que a autarquia conseguiu uma comparticipação de quase 640.000 euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER) para esta obra.

Neste sentido, o Município de Coimbra continua a trabalhar para requalificar a Casa da Criança e lá instalar a Extensão de Saúde de Taveiro. O edifício encontra-se inserido num terreno com 3850m2, data dos anos 70 e é composto por dois andares. A intervenção será reduzida ao mínimo indispensável, em cumprimento das Orientações para Instalações e Equipamentos para unidades de Saúde Familiar da Administração Regional de Saúde, procurando-se manter a caracterização interior do edifício original. O imóvel não apresenta graves deficiências generalizadas, excetuando-se as instalações sanitárias vandalizadas, os vãos exteriores com vidros partidos e de funcionamento deficiente e infiltrações pontuais no andar superior.

A autarquia de Coimbra apresentou publicamente, em Agosto passado, o anteprojecto de reabilitação e de alteração da Casa da Criança para a instalação da Extensão de Saúde de Taveiro. A Câmara pretende instalar a Extensão de Saúde de Taveiro ao nível do rés-do-chão, composta por zona de espera, recepção/secretariado, instalação sanitária de utentes, salas de tratamentos, gabinetes médicos, de enfermagem, e de consulta, depósitos de lixo, depósitos de material esterilizado, depósitos de material clinico, depósitos de sujos e despejos, enquanto numa zona mais segregada irão funcionar as áreas exclusivas ao pessoal, como a sala polivalente, copa/sala do pessoal, e instalação sanitária/vestiários do pessoal.

O abrigo de emergência terá entrada e utilização autónomas, através do acesso pelo espaço anteriormente ocupado pela lavandaria. Ao nível do rés-do-chão, ficará a cozinha com despensa e a instalação sanitária, enquanto no nível superior está prevista uma instalação geral, com duas salas amplas com camaratas, duas instalações sanitárias com banhos, arrumos individuais e arrumos diversos.

A nível exterior está previsto o encerramento da zona coberta através de um “ecrã” revestido a ripado de madeira, enquanto para a compartimentação interior é proposta a utilização de matérias não evasivas e perenes, que permitam uma maior rapidez de construção e de complementaridade com o espaço existente e infraestruturas necessárias a instalar. Assim, com a ocupação do espaço coberto, poderá ser criada uma zona de entrada com maior amplitude, de modo a segregar a zona destinada aos utentes (zona de estar, atendimento e instalações sanitárias) e separá-la com os gabinetes de trabalho. Na zona exterior envolvente, foram criados percursos pedonais e de transposição de obstáculos, com a introdução de uma rampa de acesso ao edifício.

Entretanto, a autarquia decidiu submeter a fundos europeus a requalificação da Casa da Criança, tendo a proposta de inclusão deste projeto no PACTO da CIM-RC sido aprovada na reunião do Executivo municipal do passado dia 8 de Março. Espera-se, assim, uma compartição de 639.658,30 euros do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER).

Recorde-se que a Câmara de Coimbra desde sempre manifestou a sua total disponibilidade para, em parceria com a Administração Regional de Saúde do Centro, colaborar na concretização rápida desta intervenção, que tem como objectivo a transferência da Extensão de Saúde de Taveiro para o edifício da Casa da Criança, uma vez que essa extensão tem funcionado em instalações arrendadas, em avançado estado de degradação. Nesse sentido, a Câmara tomou posse do imóvel, ao abrigo do disposto no Decreto-Lei n.º 106/2018, de 29 de Novembro, que concretiza o quadro de transferência de competências para os órgãos municipais no domínio da gestão do património imobiliário público sem utilização.