Coimbra  18 de Junho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Óbito/Arnaut: Um “dia triste”, diz Manuel Machado

21 de Maio 2018

Manuel Machado, líder do Município conimbricense, disse, hoje, que 21 de Maio [de 2018] foi um “dia triste para os portugueses, para a Pátria e para Coimbra” devido ao falecimento de António Arnaut.

O extinto desempenhou um “notável papel na vida pública portuguesa”, declarou o autarca, vincando que o falecido “cumpriu (e bem) a sua etapa de vida”.

A Câmara de Coimbra, cuja segunda reunião de Maio foi suspensa, hoje, para prosseguir a 24 de Maio, decretou luto municipal.

O “indomável espírito de cidadania” de que Arnaut era portador foi louvado pelo anterior bastonário da Ordem dos Médicos, José Manuel Silva, na qualidade de autarca e líder do movimento “Somos Coimbra”.

Para José Manuel Silva, “o que sobressai em António Arnaut é a sua personalidade ética, culta, determinada, visionária, solidária, transparente, incorruptível e estruturada em valores”, tudo isto na base da sua decisão de se afastar da actividade política por não querer usufruir dos excessos que observou nos “subterrâneos do poder, onde o Sol se faz sombra”, como escreveu o extinto no seu romance “Rio de sombras”.

Segundo o vereador do movimento cívico, aplicam-se a António Arnaut, por inteiro, as palavras de Miguel Torga no seu Diário XVI: “De alguma coisa me hão-de valer as cicatrizes de defensor incansável do amor, da verdade e da liberdade, a tríade bendita que justifica a passagem de qualquer homem por este mundo”.

Para o autarca Paulo Leitão (PSD), o extinto era um homem que “deixou uma marca profunda na democracia portuguesa”.

Francisco Queirós (PCP), vereador eleito pela CDU, recordou António Arnaut como um “notável democrata”.

 

 

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