Coimbra  15 de Setembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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NERC: Supressão de comboio Alfa afecta Coimbra e a região

26 de Julho 2018

A supressão, pela CP, do comboio Alfa que permite a quem parte de Coimbra chegar ao Porto antes das 09h00 vem confirmar que “somos o elo mais fraco”, refere, hoje, a associação empresarial NERC.

Para o presidente da NERC, Horácio Pina Prata, “quando anunciam a retirada da única ligação de comboio que permite ao turista planear um dia pleno em Coimbra, ou a quem parte desta cidade agendar de manhã no Porto, ou mesmo em Braga, tempo útil de trabalho, haverá que alertar a contradição de tal medida com a política económica”.

Para o dirigente empresarial, trata-se de “mais um ataque à região Centro e a cidades de média dimensão como Coimbra, Aveiro, Pombal e Santarém, entre outras, que além disso não têm soluções aeroportuárias como possuem Lisboa e Porto”.

“Quando o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, nos anuncia o lançamento da modernização de Coimbra-B num investimento superior a 10 milhões de euros, interrompendo o abandono a que sujeitaram a vetusta estação ferroviária com mais de 150 anos, ampliada apenas uma vez 70 anos depois, uma tal sugestão poderá ser muito bem um teste à nossa capacidade de permanecermos calados e um bom parceiro que concorda com toda a mudança, desde que tudo fique como está” – considera Horácio Pina Prata.

Para o presidente da NERC – Associação Empresarial da Região de Coimbra, “quando se trata de investimento regional, seja no apoio à actividade económica, seja no planeamento de infraestruturas, Coimbra e a região Centro têm sido sistematicamente observadas como um parceiro com quem o poder pode dialogar por forma a ultrapassar um qualquer problema orçamental”.

“Foi assim após 1985 quando, ao privilegiar-se definitivamente a solução rodoviária, se ignorou a ligação das vias prioritárias com a cidade nos sucessivos planos e revisões e é assim na renovação do IP3, que irá permitir a poupança de centenas de milhões de euros ao Orçamento de Estado, bem como a questão vital de construção do IC6 e da renovação ferroviária da linha da Beira Alta”, exemplifica.

“Não é esta descentralização, que está a ser feita em contínuo no Terreiro do Paço, que os empresários querem para a sua região – tirarem em vez de darem”, refere Horácio Pina Prata, para concluir: “A calma da cidade de Coimbra e da região Centro irá fazer com que continuem a ser prejudicadas, se não se cultivar uma voz colectiva”.

 

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