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Navio-tanque ficou à deriva ao largo de Aveiro e na iminência de bater no molhe

22 de Janeiro 2021 Jornal Campeão: Navio-tanque ficou à deriva ao largo de Aveiro e na iminência de bater no molhe

Um navio-tanque sem carga, com 13 pessoas a bordo, ficou hoje à deriva junto ao porto de Aveiro e esteve na iminência de bater no molhe norte, disse à Agência Lusa o comandante do porto local.

O comandante da Capitania do Porto de Aveiro, Humberto Silva Rocha, disse que o navio “Amazonith”, de bandeira de Chipre, ficou sem propulsão, devido a uma avaria nas máquinas, quando se encontrava muito próximo do porto.

O alerta para o incidente envolvendo o navio com 90 metros de comprimento, proveniente de Marrocos com destino ao porto de Aveiro, foi dado cerca das 07h45.

Humberto Silva Rocha realçou que se viveram momentos de “muita aflicção”, adiantando que o navio “esteve em vias de embater no molhe norte”.

“Os rebocadores não conseguiam sair devido ao estado do mar, mas o navio passou junto ao molhe norte e quando entrou no canal de navegação os rebocadores conseguiram pegar nele, e metê-lo dentro do porto”, disse.

O comandante do Porto de Aveiro referiu que o navio destinado ao transporte de produtos químicos esteve com a proa encostada ao molhe e poderá ter algumas amolgadelas, mas que não colocam em causa a sua integridade física.

Em comunicado, a Autoridade Marítima Nacional (AMN) esclarece que o navio tentou fundear duas vezes ao largo do porto de Aveiro, mas sem sucesso devido à forte agitação marítima no local, tendo sido activados dois rebocadores com o objectivo de auxiliar o navio, mas que também não conseguiram sair a barra do porto de Aveiro devido às condições do mar.

“O navio acabou por abater em direcção ao porto de Aveiro, tendo sido possível já no interior da barra estabelecer os cabos de reboque e, com auxílio de dois rebocadores, atracar o navio em segurança no porto”, refere a mesma nota.

Durante a acção, e devido ao perigo por o navio “se encontrar a abater em direcção à barra do porto de Aveiro”, a AMN diz que foi activada uma aeronave da Força Aérea Portuguesa com o objectivo de efectuar o resgate dos tripulantes do navio em caso de encalhe, o que acabou por não se verificar.

Ainda de acordo com a AMN, foi aberto um inquérito para perceber o que esteve na origem da avaria, sendo que o navio vai ser inspeccionado para aferir o seu estado de segurança para navegar.