Coimbra  24 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Município de Condeixa-a-Nova intensifica combate à vespa velutina

11 de Outubro 2019

A Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova intensificou o combate à vespa velutina, tendo sido, até à data, exterminados cerca de 140 ninhos desde o início do ano.

A equipa do Serviço Municipal de Protecção Civil assumiu, em 2018, o combate à vespa velutina, removendo com sucesso os ninhos identificados, contudo a dispersão da espécie para sul tem afectado o concelho de Condeixa-a-Nova que viu, este ano, a espécie alastrar de modo descontrolado.

“Esta tarefa está longe de estar terminada, sendo necessário continuar a actuar no combate a esta praga com critério e sem alarmismos. É da máxima importância o empenho de todos os munícipes na detecção de ninhos de vespa asiática para tentarmos reduzir o perigo da sua dispersão”, apelou Nuno Moita, presidente da Câmara Municipal de Condeixa-a-Nova.

O edil acrescenta que a autarquia vai “continuar a investir em equipamento para a equipa do Serviço Municipal de Protecção Civil poder dar mais e melhor resposta, salvaguardando a segurança dos munícipes, a nossa maior preocupação”, anunciando a aprovação da candidatura ao Fundo Florestal Permanente para as acções de combate, controlo e vigilância da vespa velutina.

O aumento da capacidade de resiliência da espécie, com períodos de hibernação cada vez mais reduzidos, tem provocado um aumento de ninhos e a necessidade do seu combate durante o ano inteiro.

Este ano há registo de remoção de ninhos activos em todos os meses, actividade que se intensificou no período de verão, em especial desde o início de Agosto até à presente data, com a retirada de cerca de 100 ninhos, dos 140 já intervencionados desde Janeiro.

“Este aumento significativo de ninhos no concelho nos últimos meses tem condicionado a intervenção da equipa. Todas as semanas são reportados mais 10 a 15 ninhos, o que nos obrigou a priorizar a intervenção nas áreas urbanas, actuando no período nocturno. Em alguns casos, pela sua localização, há necessidade de requerer equipamento específico a outras entidades”, revelou António Ferreira, vereador com o pelouro da Protecção Civil.

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