Coimbra  26 de Maio de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Movimento de cidadãos defende saída de Poiares da APIN

14 de Maio 2020

O Movimento Espontâneo de Cidadãos entrega, hoje, um abaixo-assinado e uma petição a pedir a saída imediata do Município de Poiares da APIN – Empresa Intermunicipal de Ambiente do Pinhal Interior.

Os documentos, com cerca de 700 assinatura, são entregues aos presidentes da Câmara e da Assembleia Municipal de Poiares, com o movimento a anunciar a realização de uma assembleia popular no próximo domingo, dia 17, pelas 15h00, no Jardim em frente da Câmara Municipal de Poiares, respeitando as recomendações da DGS.

“A adesão à APIN foi feita nas costas do povo e foi uma decisão demasiado importante para que não tivesse uma ampla discussão com a população, ainda mais sendo um contrato com duração de 30 anos que durante esse tempo a água pode ser privatizada”, refere o Movimento Espontâneo de Cidadãos (MEC).

“A APIN entrou em funcionamento em Janeiro de 2020 e desde esse dia só tem feito disparates e dá o dito por não dito, onde a sua primeira medida foi um aumento escandaloso do preço da água, tem implicações dramáticas no bolso e na vida das pessoas, na vida de pequenas e médias empresas e dos serviços públicos”, acrescenta.

Para o MEC, “tais medidas são mais uma machadada numa região do Interior, cada vez mais desertificada e envelhecida e onde o poder de compra é cada vez menor, que se vai agravar com a nova pandemia do coronavírus”.

“Relativamente ao saneamento, a sede do lucro é tanta que continuam a cobrar IVA na taxa de saneamento e de resíduos sólidos e as facturas que foram rectificadas continuam na pratica com os mesmos valores e as que baixaram de preço só contabilizaram 24 dias, o que leva a ter de se pagar no mês seguinte 36 dias, levando a um aumento de escalão no consumo de resíduos sólidos e saneamento”, adianta o MEC.

“Para além disso, foram partilhadas informações pessoais, de identificação e bancárias, sem qualquer tipo de consentimento e os munícipes não assinaram nenhum contrato com a APIN, foi tudo feito nas costas dos munícipes”, acrescenta o movimento.

O MEC – Poiares diz exigir a “reversão imediata” deste concelho da APIN e afirma contar com “o apoio de todos os partidos políticos”.

No próximo domingo, no decorrer da assembleia popular, o MEC anuncia que vai fazer a proposta de toda a população entregar as cartas da APIN ao presidente da Câmara de Poiares, seguindo o exemplo do que aconteceu em Penacova, e tem previsto um “mega buzinão” em data a designar, esperando que a próxima Assembleia Municipal seja aberta ao público, onde pretende fazer uma intervenção e apelar a todas as forças políticas para apoiarem o movimento.

“Somos pela defesa da água pública e do controlo municipal da gestão da água (abastecimento, saneamento e recolha resíduos sólidos), que assegure as necessidades das populações. Só assim, a população de Poiares não perderá os meios de controlo democrático sobre a política de água”, refere o MEC.

 

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