Coimbra  16 de Setembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Motoristas dos SMTUC continuam a lutar pela reposição das carreiras

2 de Outubro 2018

Dezenas de motoristas dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos de Coimbra (SMTUC) juntaram-se, hoje, numa “manifestação pacífica” à porta da Câmara Municipal de Coimbra a exigir, uma vez mais, a reposição das carreiras.

A Comissão de Trabalhadores (CT) voltou a convocar um plenário de pessoal, que rumou à praça de 08 de Maio para exigir mais ao executivo liderado por Manuel Machado.

Apesar de saberem que todas as forças políticas da cidade estão ao lado dos trabalhadores na luta pela subida de escalão, inclusive o PS que (representado pelo vereador Jorge Alves) disse, na Comissão de Trabalho do Parlamento, em Dezembro, haver na autarquia verba para assegurar essa reposição, a CT acredita que ainda mais nada foi feito por “vingança pessoal”.

“O presidente da Câmara prometeu ajudar-nos, mas, até agora, nada foi feito”, alegou Sancho Antunes, representante da Comissão de Trabalhadores, adiantando que tal se deve a uma greve de quase um mês, levada a cabo pelos motoristas em plena campanha eleitoral de 2001, que “fez Manuel Machado perder essas eleições”.

O representante dos trabalhadores afirma que nos SMTUC “há um défice de 15 motoristas e que fica mais em conta à autarquia estar a pagar trabalho extraordinário ou folgas a um colega que ganha 580 euros do que aos outros”, pelo que “a vertente monetária deve desinteressar à Câmara porque lhes compensa continuar assim”.

Neste protesto pacífico, os vários trabalhadores que se concentraram no local exigem “que o presidente da Câmara cumpra a sua palavra, melhorar as condições de trabalho e devolver a dignidade aos motoristas”.

No documento que convocou este plenário, os trabalhadores defendiam “Oito boas razões para acrescentar solidariedade aos 580 euros dos motoristas”, lamentando que o presidente da Câmara conimbricense “continue a assobiar para o lado e faça vista grossa à situação de grande parte dos motoristas dos Serviços Municipalizados, auferindo eles o salário mínimo nacional para desempenho de uma profissão de alto risco e de elevada responsabilidade e complexidade”.

O próximo passo será dar entrada a um pedido de “opção gestionária” para que a autarquia assuma (sem ser necessária interferência do Governo) a subida de escalão, de assistente operacional para agente único, aos cerca de 40 motoristas que ganham o salário mínimo nacional. “Esta não é a solução, mas é uma solução que, para já, pode ajudar os colegas com ordenados mais baixos”.

Os motoristas tiveram o apoio de várias forças políticas, com as presenças de José Manuel Silva, vereador do movimento “Somos Coimbra”; de Rui Nuno Castro, do CDS; e de Francisco Queirós, vereador do PCP; além do MAS – Movimento Alternativa Socialista.

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com