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Montemor: Tempestade provocou propagação dos ninhos de vespa asiática

18 de Outubro 2018

Aos avultados prejuízos provocados pela tempestade “Leslie”, em Montemor-o-Velho, o concelho tem, agora, de lidar com outras consequências: a proliferação de ninhos de vespa asiática.

“Os ninhos que existiam nas árvores, com a tempestade, caíram. E cada ninho desses pode dar origem a 100 novos ninhos. Estamos a assistir a uma infestação de vespa velutina [também conhecida como vespa asiática]”, disse à agência Lusa o presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão.

A par da proliferação dos ninhos, também se começa a registar um aumento das picadas em várias pessoas, o que levou a uma maior afluência aos centros de saúde e consequente reforço do ‘stock’ de anti-histamínicos, sublinhou o autarca montemorense.

“Já perdemos conta dos ninhos que destruímos e queimámos, desde ontem (17). Estão a proliferar de forma muito agressiva”, vincou.

Segundo Emílio Torrão, com a queda de ninhos, estão a ser gerados vários ninhos primários, por vezes “10 ou 15 na mesma área”, com as vespas agora a alojarem-se de forma preferencial “em varandas, chaminés e em meios urbanos”, sublinhando que “a situação é grave”.

A vespa asiática não tem perigosidade anormal para as populações, uma vez que a sua picada, em termos toxicológicos, não é pior do que a toxina da vespa normal. O que difere, neste caso, é o número de vespas, mais elevado do que outras espécies, e também a sua agressividade quando se sentem ameaçadas.

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