Coimbra  6 de Julho de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Mondego: CMC lança concurso para desassoreamento

18 de Novembro 2016

O concurso público para desassoreamento do segmento do rio Mondego que atravessa Coimbra vai ser aberto, segunda-feira (21), pela Câmara Municipal (CMC).

Os trabalhos no leito do “Basófias”, numa extensão de 3,50 quilómetros, serão acompanhados da estabilização da margem direita do rio, entre a ponte de Santa Clara e o açude-ponte.

O concurso para desassoreamento, a que corresponde um prazo de execução de dois anos, possui um preço base de 4,71 milhões de euros (mais IVA). O outro, para obras em 540 dias, tem um preço base de 8,36 milhões de euros.

Segundo a Assessoria de Imprensa da autarquia, o processo de desassoreamento visa repor o leito do “Basófias” ao nível de 1985, ano da inauguração da ponte-açude, estando previsto extrair do Mondego um volume de 700 000 metros cúbicos de areia (a aplicar na reconstrução das margens e em zonas do rio com défice sedimentar).

Ambas as empreitadas usufruem de fundos da União Europeia.

O projecto de execução da estabilização da margem direita do rio Mondego foi aprovado, a 10 de Outubro [de 2016], pela Câmara de Coimbra, mas dos seis autarcas não eleitos pelo PS apenas o da CDU votou favoravelmente.

Os vereadores do PSD João Barbosa de Melo e Paulo Leitão queixaram-se de insuficiência de informação para se habilitarem a votar favoravelmente, tal como Pedro Bingre (movimento Cidadãos por Coimbra), tendo sido escrutinadas cinco abstenções, quatro de edis eleitos pela coligação “Por Coimbra” (PSD – PPM – MPT) e uma de CpC.

João Barbosa de Melo, anterior líder do Município, lamentou que a intervenção numa das imagens de marca de Coimbra ocorra sem que se haja pronunciado quase metade da vereação.

A obra visa criar um percurso pedonal circular, unindo as margens do rio através das pontes mais próximas do centro da cidade, e recuperar uma zona degradada e esvaziada das funções de antigo cais de mercadorias.

Entre as alterações mais significativas da intervenção avulta a avenida de Emídio Navarro, onde a relação com o rio é essencialmente visual, dada a altura dos muros existentes, que são mantidos, indica a Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal.

Passará a haver ali mais espaço para acolher peões que circulam na zona, porquanto o lancil vai ser relocalizado.

As escadarias do passeio do Cais das Ameias são mantidas, assim como os muros adjacentes, assegurando-se a manutenção e reabilitação daquele elemento de memória da utilização do leito do Mondego.

Prevê-se a implantação de um passadiço, em estrutura metálica, à cota do patamar inferior das escadas, de modo a permitir continuidade de circulações.

Entre a Estação Nova e a ponte-açude, haverá uma intervenção global no espaço entre o leito do rio e a linha de caminho-de-ferro.

A faixa de rodagem será intervencionada na sua totalidade e, em alguns casos, o eixo da via será realinhado de modo a dar mais espaço aos peões. A circulação pedonal e ciclável passará a fazer-se exclusivamente no passeio ao longo do rio. A iluminação pública, neste troço entre pontes, é totalmente reformulada, assim como a rede de drenagem pluvial.

O percurso linear vai subindo e descendo suavemente, afastando-se e aproximando-se do rio. Por vezes, consiste num só percurso, noutros divide-se em dois, com cotas de implantação distintas. Sobe ao nível do arruamento nos pontos em que se prevêem ligações transversais (ruas do Arnado e dos Oleiros).

Entre as transversais da rua dos Oleiros e da rua do Arnado, o percurso subdivide-se em dois, com cotas de implantação distintas: um passeio ao nível da via e outro a cota mais baixa, próxima do rio. O percurso mantém-se à cota da via de modo a permitir uma futura ligação à rua do Arnado.

De acordo com a Assessoria de Imprensa da CMC, define-se um percurso pedonal amplo, coberto por telas tensionadas, que irão definir um corredor sombreado e único.