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Mondego: Ambiente lança intervenção de 24 milhões de euros

1 de Março 2017 Jornal Campeão: Mondego: Ambiente lança intervenção de 24 milhões de euros

A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) vai lançar, ainda este mês, um concurso para intervenções orçadas em 24 milhões de euros na região hidrográfica do rio Mondego, disse, hoje, o vice-presidente daquele organismo.

Intervindo em Montemor-o-Velho, num seminário comemorativo do Dia Mundial da Protecção Civil relacionado com a gestão de cheias e inundações, António Sequeira Ribeiro lembrou que estão previstas intervenções de cerca de 40 milhões de euros naquela região hidrográfica, ao nível do desassoreamento do leito central do rio, requalificação dos leitos periféricos ou limpeza de vegetação, entre outras, abrangendo os municípios de Coimbra, Montemor-o-Velho, Soure e Figueira da Foz.

Na sua intervenção, Sequeira Ribeiro disse que o aproveitamento hidráulico do Mondego, em obra construída desde a década de 1970, representa 747 milhões de euros e tem custo de manutenção de 740 000 euros por ano.

A primeira fase do investimento público na região hidrográfica do Mondego, orçado em 16,2 milhões de euros e centrado, principalmente, na área do concelho de Coimbra, já foi objecto de concurso público, estará adjudicada até Junho ou Julho e deverá estar concluída até finais de 2018, disse, por seu turno, o secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins.

“É um volumoso investimento no Mondego, com implicações em toda a bacia”, declarou o governante.

Por outro lado, o secretário de Estado argumentou que para além da obra “visível” no Mondego, a APA trabalha em “áreas relevantes sem terem dimensão visual pública”, aludindo à rede de monitorização daquele organismo, que inclui um sistema de estações hidrológicas e outras ferramentas de informação, que tem custos de manutenção que ultrapassam os 1,2 milhões de euros anuais.

“A rede de monitorização da APA conheceu um período muito mau [sem manutenção], mas hoje, mercê de investimentos recentes, está reabilitada, requalificada e pode ser um contributo relevante para políticas de Protecção Civil”, indicou Carlos Martins.