Coimbra  27 de Junho de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Mondego: Agricultores exigem realização de obra de regadio

20 de Fevereiro 2019

A Associação Distrital dos Agricultores de Coimbra (ADACO) exige que o Governo assuma a responsabilidade de executar a obra de regadio, anunciada para a margem esquerda do Mondego, cujos trabalhos deveriam ter começado em 2018.

Isménio Oliveira, coordenador da ADACO, argumenta que em 2018, “com pompa e circunstância”, o Governo anunciou que as obras hidroagrícolas na zona de produção de arroz do vale do rio Pranto, afluente do Mondego, nos concelhos de Soure e Figueira da Foz, “iriam arrancar no final do mesmo ano, mas até agora tudo não passou do papel”.

O dirigente diz que o projecto anunciado no ano passado denomina-se “Pranto I” e que abrange uma área de cerca de 700 hectares (cerca de um terço do total da área agrícola em causa, cuja obra hidroagrícola chegou a ser anunciada há uma década e nunca avançou), com um investimento na ordem dos 25 milhões de euros no âmbito do PDR [Programa de Desenvolvimento Rural] 2020.

“Esta obra, segundo o anúncio feito, inclui trabalhos de emparcelamento, construção das redes de rega, drenagem e ainda regularização dos terrenos, estando prevista a conclusão para 2022”, acrescenta Isménio Oliveira.

“Estamos quase em Março e os produtores, que seriam avisados da paragem da produção de arroz durante a execução do projecto, com as respectivas indemnizações, não foram ainda informados de nada, começando daqui a um mês o início da cultura do arroz. Entre os orizicultores a ideia é de que em 2019 as obras não se vão iniciar”, sustenta Isménio Oliveira.

O dirigente da ADACO frisa, ainda, que o Governo, “ao entregar à Associação de Beneficiários [da Obra de Fomento Hidroagrícola] do Baixo Mondego a responsabilidade da execução da obra, lavou as mãos como Pilatos”.

“A Associação de Beneficiários assumiu responsabilidades, que, pelo que vemos, tem dificuldades em executar, devido às suas limitações técnicas, financeiras e de recursos humanos. Dada a urgência destas obras, o Governo tem que assumir a responsabilidade da execução da obra [de regadio] o mais urgente possível, os orizicultores não podem continuar à espera”, considera Isménio Oliveira.

A agência Lusa tentou ouvir a Associação de Beneficiários da Obra de Fomento Hidroagrícola do Baixo Mondego, mas os contactos resultaram infrutíferos.

 

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