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Mobilidade: “Somos Coimbra” contra Metro – Mondego

1 de Junho 2017 Jornal Campeão: Mobilidade: “Somos Coimbra” contra Metro – Mondego

O movimento “Somos Coimbra”, que candidata José Manuel Silva à liderança do Município, preconiza que seja posto fim ao projecto do Metro – Mondego e faz a apologia do Metro – Coimbra.

Sob o lema “Pôr fim aos disparates”, o médico opina que, ao abrigo do projecto do Metro – Mondego, foram cometidos “demasiados disparates” e foi gasto “demasiado dinheiro” (mais de 100 milhões de euros).

“Sucessivos governos enganaram as pessoas fazendo repetidas promessas falsas; os «maquinistas» que trouxeram o Metro até aqui não o podem conduzir daqui para a frente, em resultado das provas dadas de total incapacidade política e técnica”, alega o anterior bastonário da Ordem dos Médicos.

Para Silva, “Miranda do Corvo e Lousã têm direito às suas acessibilidades”, mas “a mobilidade no interior de Coimbra não pode estar refém das acessibilidades dessas povoações, por muita simpatia que Coimbra tenha com os seus vizinhos”.

Segundo José Manuel, o projecto do Metro – Mondego está “pensado, acima de tudo, para responder às necessidades de povoações vizinhas e não às necessidades de Coimbra”, cuja mobilidade tem de ser “separada da acessibilidade a Lousã e a Miranda do Corvo”.

Na perspectiva do médico, que poupa Carlos Encarnação, os “responsáveis por 10 anos sem Linha da Lousã, pela ausência de Metro em Coimbra e pela agonia da «Baixa»” são Fernando Carvalho (Lousã) e Fátima Ramos (Miranda do Corvo), antigos líderes dos municípios vizinhos do concelho conimbricense.

Trata-se de ex-autarcas que têm nomes e “devem assumir as suas culpas no processo”, opina Silva, em cujo ponto de vista “o projecto estaria há muito concluído se tivesse prosseguido”.

“É inaceitável que um candidato à presidência da Câmara de Coimbra o seja apenas para defender os interesses de Miranda do Corvo”, alega o líder do movimento “Somos Coimbra” em alusão a Jaime Ramos (PSD).

Para José Manuel Silva, “a reposição da linha férrea, criminosamente removida sem alternativas aceitáveis, até poderá ser uma solução”.

Segundo o médico, “em Coimbra, o Metro não foi projectado para garantir as melhores vantagens para a mobilidade, qualidade de vida e desenvolvimento da cidade”.

O timoneiro do referido movimento entende que “Coimbra deve desenvolver, em simultâneo e de imediato, um plano de mobilidade e urbanístico, que se adeque ao interesses das pessoas e ao desenvolvimento futuro da cidade”.

“Não poderá aceitar-se”, prossegue o ex-bastonário, “que o projecto seja castrado por drásticas limitações financeiras, que não são colocadas a Lisboa ou ao Porto”.

“Coimbra não ficará bem defendida por partidos que privilegiam Lisboa e Porto”, alega o médico.

Para José Manuel Silva, “a resolução das questões da mobilidade em Coimbra exige muito mais, como a modernização da Estação Velha, a retirada da «cortina de ferro» entre a cidade e o rio, o fim dos engarrafamentos na Casa do Sal e uma ligação da circular externa ao Hospital Pediátrico”.

“Coimbra precisa de um presidente de Câmara independente, sem se contentar com migalhas ou esmolas, representando o concelho com uma voz forte, incorruptível e a quem nenhum interesse partidário ou da capital possa calar”, conclui o candidato de “Somos Coimbra” à liderança do Município.