Coimbra  25 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Mobilidade: Apologia do Ramal da Lousã feita com “humor negro”

26 de Outubro 2018

A apologia do restauro do Ramal ferroviário da Lousã vai ser feita, sábado (27) à tarde, em Miranda do Corvo, com cambiantes de “humor negro”.

Trata-se de uma iniciativa do Movimento de Defesa do Ramal (MDR) e da Rádio Dueça, consistindo num debate coincidente com o encerramento de uma exposição intitulada “Cartunes – humor negro”, que esteve patente durante um mês na Biblioteca Municipal de Miguel Torga.

O acervo de material exposto, publicado pelo Jornal “O Trevim”, é da autoria dos caricaturistas José Oliveira e Carlos Seco.

Do leque de pessoas convidadas a intervir no debate fazem parte, por exemplo, Miguel Baptista (líder do Município mirandense, PS), Manuel Tão (especialista em transportes), Celeste Cardoso (advogada) e Pedro Curvelo (antigo vereador do PSD na Câmara da Lousã).

Para Mário Sol, dirigente do MDR, o Metrobus, anunciado no âmbito do projecto do Sistema de Mobilidade do Mondego (SMM), “sem passar de um embuste, constitui uma das aldrabices com que são presenteados os potenciais utilizadores do Ramal”.

Segundo o ex-bancário, o Movimento preconiza a extinção da sociedade MetroMondego, a reabilitação da centenária linha de caminho-de-ferro, a sua electrificação e a respectiva ligação à Linha do Norte.

Inaugurado em 1906, o Ramal da Lousã foi desmantelado, volvidos mais de 100 anos, na vigência do segundo Governo de José Sócrates, ao abrigo da promessa de concretização do SMM, entretanto reeditada sob o figurino de Metrobus.

A promessa de implantação do SMM continuou por cumprir na fase em que o cargo de primeiro-ministro coube a Passos Coelho devido à pecha da indecisão política, comprometedora do projecto durante mais de uma década.

 

WP Facebook Auto Publish Powered By : XYZScripts.com