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Miranda do Corvo queixa-se à ANACOM por deficiente cobertura de Internet

10 de Fevereiro 2021 Jornal Campeão: Miranda do Corvo queixa-se à ANACOM por deficiente cobertura de Internet

O Município de Miranda do Corvo enviou, esta terça-feira (09), um novo ofício à Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) no qual se queixa da deficiente cobertura de Internet no concelho.

Miguel Baptista, presidente da Câmara, recorda que os locais mais prejudicados são as aldeias das freguesias de Vila Nova, Lamas, Semide e Miranda do Corvo.

“A capacidade infraestrutural instalada por parte das operadoras não é suficiente para responder às necessidades de acesso à escola por meios digitais ou de teletrabalho. Na grande maioria destas aldeias, não é sequer possível ter mais que um computador ligado à Internet em simultâneo”, recorda o autarca.

Diz ainda que existem locais que ainda não se encontram servidos por fibra óptica, estando o serviço de Internet apenas disponível por ADSL e “com qualidade deficiente”.  Em relação à cobertura de rede móvel, esta mostra-se “inadequada para responder às necessidades”. “A cobertura de 4G é muito reduzida, em 3G é insuficiente, havendo mesmo aldeias sem cobertura de rede móvel”, refere.

A Câmara Municipal relembra ainda que a 24 de Junho já havia enviado à ANACOM um levantamento exaustivo por freguesia e por aldeia do tipo de cobertura disponível: fibra óptica, ADSL e rede móvel.

“Com o regresso das aulas através da Internet, surge o receio que muitos alunos não consigam acompanhar devidamente as aulas, por falta de qualidade da ligação de dados. Têm surgido diversas queixas de munícipes impossibilitados de realizar as suas tarefas laborais em regime de teletrabalho, além da situação agora agravada com o regresso do ensino à distância, o que causa inadmissíveis prejuízos aos alunos”, refere no ofício.

Tal como já tinha feito no ano passado, o Município e as juntas de freguesia voltam a mostrar a sua disponibilidade “para colaborar com a ANACOM e as operadoras para resolver ou menorizar este problema. O objectivo é permitir que todos os alunos do concelho possam ter acesso a um serviço que lhes permita “acompanhar devidamente as aulas” ou os trabalhadores possam estar em regime de teletrabalho.