Coimbra  13 de Junho de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Mira vai defender solução para descargas de efluentes sem tratamento no Parlamento

5 de Maio 2021 Jornal Campeão: Mira vai defender solução para descargas de efluentes sem tratamento no Parlamento

O presidente do Município de Mira vai defender, dia 26, no Parlamento, a necessidade de acabar com descargas de efluentes sem tratamento, que degradam a qualidade das águas na Vala Real, Canal, Lagoa e Barrinha de Mira.

Ao longo dos anos, a Câmara Municipal de Mira tem verificado a “insuficiência de capacidade de transporte do sistema, que é perceptível através da recorrência das descargas nas estações elevatórias, agravando o passivo ambiental”, refere a autarquia.

Em 2019, a empresa Águas do Centro Litoral (AdCL) apresentou uma solução, que consiste na criação de uma nova estação de tratamento de águas residuais (ETAR), na localidade de Cochadas, no concelho vizinho de Cantanhede.

Mas esta é uma solução que “ainda tardará a ser concretizada”, reconhece a autarquia que, por isso, exige a adopção de outras medidas mais rápidas para mitigar o problema.

Dada a situação, o presidente da Câmara Municipal de Mira, Raul Almeida, tem vindo a informar os vários grupos parlamentares, bem como a Secretaria de Estado do Ambiente, sobre o evoluir desta situação solicitando auxílio, refere a autarquia.

Na sequência dos vários contactos com os grupos parlamentares, “resultou o pedido, por parte do Grupo Parlamentar do PSD, de uma audição junto da Comissão de Ambiente, Energia e Ordenamento do Território já em Outubro de 2020, e cuja sessão foi agora agendada para dia 26 deste mês”, acrescenta o Município.

“Não iremos baixar os braços no que toca a esta questão ambiental tão importante para o nosso território”, assegura Raul Almeida, presidente da Câmara Municipal.

“É urgente que a construção da nova ETAR entre em execução e que se tome um conjunto de medidas que permita a recuperação do sistema hídrico afectado por estas descargas”, sustenta o autarca, na expectativa de que “o facto de o assunto ir agora à Comissão do Ambiente seja mais um passo para a resolução célere desta situação”.