Coimbra  25 de Outubro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Ministro assume que ‘bypass’ de areias na barra da Figueira da Foz é para fazer

12 de Agosto 2021 Jornal Campeão: Ministro assume que ‘bypass’ de areias na barra da Figueira da Foz é para fazer

O ministro do Ambiente João Matos Fernandes assumiu esta quinta-feira, dia 12, que a transferência de areias para combater a erosão costeira a sul da Figueira da Foz com recurso a um sistema fixo (‘bypass’) é a mais indicada, e será realizada.

“Avaliada esta solução [da transferência de areias] não há qualquer dúvida de que o ‘bypass’ é a mais indicada e, por isso, vamos fazê-la”, referiu o ministro.

O “Estudo de Viabilidade de Transposição Aluvionar das Barras de Aveiro e da Figueira da Foz”, hoje apresentado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA), avalia quatro soluções distintas de transposição de areias e conclui, para a Figueira da Foz, que embora todas as soluções sejam “técnica e economicamente viáveis”, o sistema fixo é aquele “que apresenta melhores resultados num horizonte temporal a 30 anos”.

O estudo situa o investimento inicial com a construção do ‘bypass’ em cerca de 18 milhões de euros e um custo total, a 30 anos, onde se inclui o funcionamento e manutenção, de cerca de 59 milhões de euros.

“Obviamente que o que temos, para já, é um estudo de viabilidade, económica e ambiental. Temos de o transformar num projecto, para que, depressa, a tempo do que vai ser o próximo Quadro Comunitário de Apoio, [a operação] possa ser financiada”, frisou o ministro.

O sistema fixo de transposição mecânica de sedimentos, conhecido por ‘bypass’, cuja instalação o movimento cívico SOS Cabedelo defende, há uma década, que seja instalado junto ao molhe Norte da praia da Figueira da Foz, será o primeiro em Portugal e idêntico a um outro instalado na Costa de Ouro (Gold Coast) australiana.

É constituído por um pontão, com vários pontos de bombagem fixa que sugam areia e água a norte e as fazem passar para a margem Sul por uma tubagem instalada por debaixo do leito do rio Mondego. A tubagem estende-se, depois, para sul, com vários pontos de saída dos sedimentos recolhidos, que serão depositados diretamente nas praias afectadas pela erosão.