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Metrobus: Tese de “Somos Coimbra” colide com a da UE

2 de Junho 2017 Jornal Campeão: Metrobus: Tese de “Somos Coimbra” colide com a da UE

A tese do movimento “Somos Coimbra” sobre mobilidade urbana e acessibilidades a Lousã e a Miranda do Corvo colide com as condições fixadas pela União Europeia para co-financiar o figurino de Metrobus.

A presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), Ana Abrunhosa, divulgou, hoje, o entendimento da UE acerca da sustentabilidade de projectos de mobilidade.

Segundo a economista, a UE concluiu que para a sustentabilidade da exploração do Metrobus é indispensável articular o eixo urbano (mobilidade em Coimbra) com o eixo suburbano (acessibilidades a Lousã e a Miranda).

A melhoria da estação ferroviária de Coimbra – B, também anunciada hoje, inscreve-se, por outro lado, na necessidade de a articular com o SMM – Sistema de Mobilidade do Mondego (sucedâneo do Ramal da Lousã).

O SMM, concebido para ligar Coimbra – B a Serpins, deverá possuir uma componente urbana, havendo lugar a desactivação do serviço ferroviário entre a Linha do Norte e Coimbra – A.

A articulação do Sistema de Mobilidade do Mondego com a Linha do Norte foi uma das exigências da União Europeia para ela co-financiar o figurino de Metrobus apresentado pelo ministro Pedro Marques.

O movimento “Somos Coimbra”, que candidata José Manuel Silva à liderança do Município, preconiza que seja posto fim ao projecto do Metro – Mondego e faz a apologia do Metro – Coimbra.

Sob o lema “Pôr fim aos disparates”, o médico opina que, ao abrigo do projecto do Metro -Mondego, foram cometidos “demasiados disparates” e foi gasto “demasiado dinheiro” (mais de 100 milhões de euros).

Para Silva, “Miranda do Corvo e Lousã têm direito às suas acessibilidades”, mas “a mobilidade no interior de Coimbra não pode estar refém das acessibilidades dessas povoações, por muita simpatia que Coimbra tenha com os seus vizinhos”.

Segundo José Manuel, o projecto do Metro – Mondego está “pensado, acima de tudo, para responder às necessidades de povoações vizinhas e não às necessidades de Coimbra”, cuja mobilidade tem de ser “separada da acessibilidade a Lousã e a Miranda do Corvo”.