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Mestre pela ESAC propõe agricultura biológica como indicador de saúde pública

20 de Janeiro 2021 Jornal Campeão: Mestre pela ESAC propõe agricultura biológica como indicador de saúde pública

Fátima Ferreira, enfermeira e mestre em Agricultura Biológica pela Escola Superior Agrária do Instituto Politécnico de Coimbra (ESAC-IPC), viu recentemente publicado na revista internacional “Open Agriculture” o seu artigo científico intitulado “Is organic agriculture a potential public health indicator? Evidence from literature”.

Este artigo científico resulta do seu trabalho de Dissertação de Mestrado, que contou com a orientação de Goreti Botelho, docente na ESAC e investigadora no Centro de Estudos de Recursos Naturais, Ambiente e Sociedade (CERNAS) e coautoria de Pedro Mendes-Moreira, coordenador do Mestrado em Agricultura Biológica e também investigador no CERNAS, nesta mesma instituição de ensino superior.

“No artigo é apresentado e, devidamente fundamentado, um modelo conceptual pictórico original que estabelece a interligação entre as áreas da agricultura biológica e a saúde pública”, informa a ESAC.

Fátima Ferreira defende, neste artigo, que a agricultura biológica contribui para a manutenção de um óptimo estado de saúde e para a diminuição do risco de desenvolvimento de doenças crónicas, por produzir alimentos com maior quantidade de compostos bioactivos, bem como por não ser permitida a utilização de fertilizantes e pesticidas de síntese neste modo de produção.

A agricultura biológica assenta na prevenção, disponibilizando ao consumidor alimentos saudáveis e produzidos com respeito pela natureza, sem esquecer a saúde e o bem-estar dos agricultores.

Desenvolvendo a saúde pública a sua acção na promoção da saúde e na prevenção da doença, a autora vê a agricultura biológica como promotora de saúde, propondo que seja considerada um indicador de saúde pública e que passe a pertencer ao grupo dos determinantes de saúde. O objectivo é que, ao incluir a agricultura biológica, sejam planeadas, desenvolvidas e implementadas políticas de saúde mais ajustadas às necessidades da população.

Para Fátima Ferreira, “a forma como cuidamos da Terra e como nela produzimos os alimentos tem grande influência na nossa saúde. O contexto de pandemia que estamos a viver, ajuda-nos a reconectar e a valorizar a importância de como são e onde são produzidos os alimentos”.