Coimbra  23 de Setembro de 2020 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Médicos que foram e continuam a ser a “mãe” do SNS homenageados pela SRCOM

19 de Junho 2020 Jornal Campeão: Médicos que foram e continuam a ser a “mãe” do SNS homenageados pela SRCOM

No Dia do Médico, que se celebra a 18 de Junho, 81 profissionais foram homenageados pela Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) pelos seus 25 e 50 anos de actividade.

Atendendo às restrições impostas pelas autoridades de saúde no âmbito da pandemia de covid-19, a cerimónia de entrega das medalhas teve lugar na Antiga Igreja do Convento de São Francisco, em Coimbra, onde o bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, fez questão de marcar presença.

Na cerimónia, o presidente da SRCOM, Carlos Cortes, recordou a importância desta cerimónia na vida profissional dos médicos, que começa com uma outra de igual relevância: a do Juramento de Hipócrates.

“Sinto um enorme orgulho em representar os médicos, não só pelo que aconteceu nas últimas semanas e meses, mas pelo papel que sempre tivemos. A história dos médicos revela que estes sempre estiveram sempre na linha da frente”, notou Carlos Cortes, destacando que este “encontro de gerações” significava a “consagração e o reconhecimento do trabalho que os médicos têm feito ao longo da sua carreira”.

Não esquecendo o momento vivido actualmente, o médico sublinhou o papel “fundamental” que esta classe profissional desempenhou durante a pandemia, tendo os médicos “decidido ir para a linha da frente, mesmo com as dificuldades conhecidas de falta de Equipamentos de Protecção Individual e dos perigos que poderia correr”. “Foram os médicos que lideraram as equipas dos profissionais de saúde na luta conta a covid-19. O seu trabalho e entrega foram absolutamente notáveis, um esforço muito meritório que merece reconhecimento”, realçou Carlos Cortes.

O responsável destacou, ainda, a importância dos médicos, nomeadamente, os da geração que agora completa 50 anos de carreira, na “concepção e construção do Serviço Nacional de Saúde”, tendo considerado António Arnaut como o “pai” do SNS e os médicos como a mãe”.

Neste sentido, mencionou que a geração mais antiga “carrega a enorme responsabilidade de ter imaginado, idealizado e concretizado o SNS – e isto é também estar na linha da frente – mas as gerações futuras, nomeadamente a que agora celebra os 25 anos, souberam manter e trazer até nós este importante legado, com todas as transformações e dificuldades sentidas”.

O bastonário da Ordem dos Médicos, Miguel Guimarães, começou o seu discurso por agradecer o trabalho da SRCOM “na defesa dos doentes e daquilo que é a valorização do nosso trabalho e do que representa ser médico”.

Dirigindo-se à representante dos estudantes de Medicina presente, Catarina Dourado, Miguel Guimarães afirmou que “os jovens são a garantia de que a nossa Medicina tem futuro, dentro do que é o papel fundamental que os médicos têm e devem continuar a ter na sociedade portuguesa, seja a nível do conhecimento, mas também a nível da cultura e do que é a liderança”.

“Quero aqui deixar o meu agradecimento e o meu grande orgulho por todos os médicos que construíram o SNS e a saúde em Portugal, por todos os que permitiram que os nossos cidadãos, nas áreas mais afastadas dos grandes centros conseguissem ter um brilho nos olhos por verem um médico pela primeira vez”, frisou o bastonário.

O responsável sublinhou, também, o “papel absolutamente notável e de liderança que os médicos tiveram nesta altura especial de pandemia e fez-se o que ninguém estava à espera: controlar a pandemia”.

Interveio, ainda, nesta cerimónia, Catarina Dourado, aluna da Faculdade de Medicina da Universidade de Coimbra e presidente do Núcleo de Estudantes de Medicina da Associação Académica de Coimbra, que demonstrou perante as duas gerações de profissionais presentes as preocupações dos futuros médicos.