Coimbra  17 de Maio de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Mealhada desafia e apoia empresários na transição para uma economia verde

8 de Abril 2021 Jornal Campeão: Mealhada desafia e apoia empresários na transição para uma economia verde

O Município da Mealhada e a Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra (CIM-RC) estão disponíveis para apoiar os empresários do concelho na transição para uma economia menos poluidora.

Segundo a Câmara Municipal da Mealhada, “o primeiro passo é fazer o diagnóstico dos investimentos necessários às empresas para que estas respondam cabalmente à directiva europeia da neutralidade carbónica em 2050”.

Esta foi a principal mensagem deixada aos 25 empresários mealhadenses que participaram, na terça-feira (06), numa reunião, na qual foi dada a conhecer o Fundo de Transição Justa – “um mecanismo que está em negociação na União Europeia e que visa apoiar empresas na adesão a uma economia mais verde”.

O presidente da Câmara Municipal da Mealhada sublinhou aos empresários presentes a oportunidade que este Fundo de Transição Justa pode significar para pequenas e médias empresas do concelho. “Apesar deste mecanismo estar ainda em negociação, em Bruxelas, em conjunto com o Pilar Social Europeu, pode ser o primeiro grande passado em direcção ao futuro mais justo e sustentável para todos, no pós-pandemia”.

Após o contacto da CIM-RC para identificar projectos a incluir no pleno, nomeadamente empresas com unidades de produção emissoras de gases de efeito de estufa (GEE), considerou ser essencial o envolvimento do tecido empresarial mealhadense, tendo, por isso, convocado a reunião e “colocando em contacto os empresários com a CIM- RC”.

Jorge Brito, secretário executivo da CIM de Coimbra, na apresentação do Fundo, sublinhou que “todas as empresas têm como foco diminuir os custos de produção, pelo que o objectivo do Fundo é compensar as consequências sociais e económicas da transição verde”.

O responsável explicou ainda que o Fundo apoiará a diversificação e a reconversão económicas dos territórios em causa. “Será necessário apoiar os investimentos produtivos em pequenas e médias empresas, a criação de novas empresas, a investigação e a inovação, a reabilitação ambiental, a energia limpa, a melhoria e reconversão profissionais dos trabalhadores, a assistência à procura de emprego, e a inclusão activa de programas de emprego, bem como a transformação das instalações existentes com utilização intensiva de carbono, quando estes investimentos resultarem em cortes substanciais de emissões e protecção do emprego”.

O Plano Nacional Energia e Clima 2021-2030 prevê a electrificação de sectores industriais, a incorporação de fontes de energia renováveis e a eficiência energética como os principais factores de descarbonização, juntamente com a promoção da economia circular e da inovação.

Para além do Fundo de Transição Justa, o novo mecanismo inclui ainda mais dois esquemas de apoio que funcionam numa lógica de empréstimo e de alavancagem – Fundo InvestEU, direccionado a empresas; e o Banco Europeu de Investimento, dedicado a apoiar entidades públicas.

No encontro, que reuniu vários empresários da área da restauração, foram ainda divulgados apoios muito direccionados ao sector, como o programa de “Apoio à produção Nacional”, programa “Compete” (Inovação do Sistema Produtivo), o programa “Apoiar”, o programa “Selecção Gastronomia e Vinhos”, e o “Marketplace” (loja virtual).

“Olhem para estas possibilidades como uma oportunidade. Entrem em contacto com o Município para vermos de que forma poderemos apoiar-vos no aproveitamento destes mecanismos”, apelou Rui Marqueiro aos empresários.

Os donos de pequenas e médias empresas interessados em participar neste diagnóstico com vista integrar projectos de investimento no Plano Territorial do Fundo de Transição Justa, devem contactar o Município de Mealhada, para marcação de uma reunião, através do 925 653 666 ou do email gabpresidencia@cm-mealhada.pt.