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Mealhada assinou declaração europeia das cidades circulares

28 de Dezembro 2020 Jornal Campeão: Mealhada assinou declaração europeia das cidades circulares

O Município da Mealhada assinou a Declaração Europeia das Cidades Circulares e vai aplicar os princípios da economia circular em vários campos, nomeadamente aos recursos naturais e à utilização de processos selectivos de biorresíduos e recicláveis.

A Câmara refere que é um dos signatários da Declaração Europeia das Cidades Circulares, “uma carta de princípios que procura auxiliar no processo de aceleração da transição de uma economia linear para uma economia circular na Europa, criando uma sociedade eficiente em termos de recursos, com baixo teor de carbono e socialmente responsável”.

A autarquia destaca dois “importantes projectos” para partilha de boas práticas a nível internacional: a “Eficiência Energética na Piscina Municipal” e o “Mealhada Porta a Porta”.

No projecto de “Eficiência Energética na Piscina Municipal” o município propõe-se “aquecer as águas, com recurso a painéis solares e à produção de estilha, proveniente do combate a espécies invasoras, por exemplo da Mata Nacional do Buçaco”.

Já o “Mealhada Porta a Porta” implica a distribuição, por parte da autarquia, de ecopontos domésticos por 4 000 casas, para recolha separada de vidro, papel e plástico, um investimento superior a um milhão de euros e que é destinado a “melhorar o desempenho ambiental”.

Será ainda lançado o projecto-piloto de PAYT (pay-as-you-throw), que vai servir alguns alojamentos em três freguesias do concelho da Mealhada.

Ao subscrever a Declaração Europeia das Cidades Circulares, o Município assume vários compromissos como “definir metas claras de economia circular e uma visão estratégica concelhia para a transição para a economia circular” e “aumentar a consciência das práticas circulares ao nível da administração local, empresas e cidadãos”.

Envolver localmente os ‘stakeholders’ ligados à sociedade civil e sector privado, promovendo um laboratório de soluções circulares, de modo a promover uma transição inclusiva e a alimentar modelos de negócios circulares, incorporar os princípios de circularidade no planeamento territorial, infraestruturas e gestão de procedimentos e aproveitar a contratação pública para promover o mercado de produtos e serviços circulares, são outros dos objetivos.

A Declaração Europeia das Cidades Circulares foi desenvolvida por um grupo diverso de organizações europeias.

Tirana (Albânia), Ghent, Leuven e Mechelen (Bélgica), Praga (República Tcheca), Copenhagen, Høje-Taastrup e Roskilde (Dinamarca), Helsinque, Lappeenranta, Oulu, Tampere e Turku (Finlândia), Grenoble (França), Freiburg im Breisgau (Alemanha), Budapeste, Hungria), Florença e Prato (Itália), Wiltz (Luxemburgo), Guimarães (Portugal), Bergen e Oslo (Noruega), Ljubljana e Maribor (Eslovênia), Sevilha (Espanha) e Eskilstuna, Malmö e Umeå (Suécia), foram as cidades que assinaram a declaração, no momento do seu lançamento, em Outubro, na 9.ª Conferência Europeia sobre Cidades e Municípios Sustentáveis – Mannheim2020.