Coimbra  15 de Setembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Maternidade: Opção por S. Martinho levada ao Parlamento

17 de Julho 2018

Jorge Gouveia Monteiro e a autarca Clara Lourenço (ambos ao centro)

 

A escolha de S. Martinho do Bispo para implantação de nova maternidade, substituta das de Coimbra, é objecto de uma petição entregue, hoje, no Parlamento, dinamizada pelo movimento CpC.

“Vamos à casa grande da democracia, a Assembleia da República (AR), pois acreditamos que as decisões da República são para serem tomadas pelos órgãos eleitos e não em salas esconsas de gabinetes de ocasião”, declarou o coordenador do movimento Cidadãos por Coimbra (CpC), Jorge Gouveia Monteiro.

As petições subscritas por mais de 4 000 pessoas são debatidas pelo Parlamento.

Ao “fazer jus à sua matriz de movimento propulsor da participação cidadã, CpC dinamizou muitas dezenas de sessões abertas, realizadas em diversos locais, muitas delas em plena rua; o resultado é este”, regozijou-se o ex-vereador.

“Cumprimos a nossa missão de dar voz aos cidadãos; esperamos, agora, que a AR cumpra a sua e, em consonância, o Governo mande construir a nova maternidade de Coimbra junto ao Hospital dos Covões”, acentuou o antigo autarca.

A escolha da margem esquerda do rio Mondego para edificação da anunciada futura maternidade suscitou a aprovação na Assembleia Municipal de Coimbra de uma moção, a 29 de Junho, cujo teor mereceu a concordância das bancadas do PS, CDU e CpC e de um representante do MPT.

Embora o presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado, seja apologista do polo dos Covões do CHUC, o timoneiro do Centro Hospitalar Universitário, Fernando Regateiro, tem apontado a futura maternidade ao polo do Celas (instalações do actual hospital novo e dos antigos HUC).

“A construção da nova maternidade deve ser programada segundo critérios de desenvolvimento harmonioso da cidade e da região, constituindo uma oportunidade de ouro para a reposição no Hospital dos Covões das especialidades, valências e meios indispensáveis, mas, também, para a melhoria dos acessos da rede viária principal à margem esquerda do Mondego”, alega Gouveia Monteiro.

 

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