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Marta Temido mantém-se como ministra da Saúde

15 de Outubro 2019

A ministra da Saúde Marta Temido, que assumiu o cargo em Outubro do ano passado quando substituiu Adalberto Campos Fernandes, mantém-se com a mesma pasta no novo Governo.

A conimbricense, eleita como deputada à Assembleia da República círculo de Coimbra nas últimas eleições, volta a assumir a Saúde, estando a completar um ano à frente de uma área muito contestada.

Marta Alexandra Fartura Braga Temido de Almeida Simões é doutorada em Saúde Internacional pelo Instituto de Higiene e Medicina Tropical da Universidade Nova de Lisboa, detendo um mestrado em Gestão e Economia da Saúde, pela Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, e Licenciatura em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.

Especializada em Administração Hospitalar pela Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa, Marta Temido foi sub-directora do Instituto de Higiene e Medicina Tropical e presidente não executiva do conselho de administração do Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa.

Entre 2016 e 2017, foi ainda presidente do conselho directivo da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Marta Temido chegou ao Governo há precisamente um ano, com a saída de Adalberto Campos Fernandes, que foi substituído pelo chefe do Governo logo após a reunião de Conselho de Ministros em que foi aprovado o Orçamento do Estado para este ano.

O mandato de um ano de Marta Temido foi muito marcado por conflitos com representantes dos profissionais de saúde, nomeadamente médicos e enfermeiros.

Pouco tempo após ter tomado posse, começou a greve prolongada dos enfermeiros em blocos operatórios, o que leva o Governo a decretar uma requisição civil.

Em relação à Ordem dos Enfermeiros, as relações institucionais chegaram a estar cortadas e Marta Temido acabou mesmo por pedir uma sindicância à Ordem, desencadeada pela Inspecção-geral das Actividades em Saúde.

Também as estruturas que representam os médicos, seja a Ordem ou os sindicatos, não têm poupado críticas ao que consideram ser o desinvestimento no Serviço Nacional de Saúde e ainda à forma como a ministra encara os profissionais.

Além de duas greves cirúrgicas de enfermeiros, a ministra lidou ainda com uma greve nacional de médicos de dois dias.

O anterior mandato de Marta Temido foi ainda marcado pela aprovação de uma nova Lei de Bases da Saúde, depois de a ministra ter decidido rever o documento a enviar ao parlamento, refazendo a proposta do seu antecessor.

 

 

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