Coimbra  18 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Marcelo Rebelo de Sousa participa em conferência na FEUC

20 de Abril 2018

O “Investimento Empresarial e o Crescimento da Economia Portuguesa” é o tema em debate, hoje, na Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra (FEUC), que vai contar com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.

A conferência, que tem início marcado para as 14h30, no auditório da FEUC, surge “no contexto da conclusão de um estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores das universidades de Coimbra (UC) e do Minho (UM)”, revela a UC.

Com o patrocínio da Fundação Calouste Gulbenkian, este encontro vai contar com as presenças de outros oradores de renome como o reitor da UC, João Gabriel Silva; Isabel Mota, presidente da Fundação Calouste Gulbenkian; Miguel Cadilhe, Presidente do Conselho de Curadores da Universidade do Porto e antigo Ministro das Finanças; fernando Alexandre, professor associado da Universidade do Minho; Pedro Ramos, professor catedrático da FEUC e membro do Conselho Económico e Social; António Martins, professor auxiliar da FEUC; Gonçalo Quadros, fundador e CEO da Critical Software; António Ricciulli, director do Grupo Schaeer Portugal; e Teresa Mendes, presidente da Direcção do Instituto Pedro Nunes.

“O investimento constitui variável crucial no processo de crescimento e desenvolvimento de Portugal, e a análise dos factores que o influenciam é tema de grande interesse e actualidade”, explica a UC, indicando que esta conferência servirá para comentar e discutir “os factores indutores do investimento em Portugal, como sejam a qualidade dos recursos humanos, o financiamento empresarial, a fiscalidade e outros”.

Segundo os autores do estudo, que será apresentado durante a conferência, “o investimento em Portugal iniciou uma trajectória negativa logo à entrada nos anos 2000. Nos últimos anos, a taxa de

investimento tem estado entre as mais baixas da área do Euro e em valores mínimos das últimas décadas”, situações que ilustram a dimensão estrutural dos factores que influenciam o desempenho da economia portuguesa e do investimento.

“Na origem da longa estagnação da economia portuguesa estão as políticas públicas e as opções de atribuição de crédito pelo sistema financeiro que direccionaram os recursos da economia para sectores não transaccionáveis, com reduzido potencial de crescimento. A insistência num modelo de desenvolvimento que tinha sinais evidentes de esgotamento pode ficar na história como um erro estratégico de grandes proporções”, afirmam.

Os investigadores defendem que “aumentar o produto potencial da economia e retomar o processo de convergência para os níveis de rendimento dos países mais ricos implica dirigir os recursos (hoje mais escassos) para os sectores transaccionáveis com maior potencial de crescimento da produtividade”.

O resultados do estudo mostram que, “apesar da melhoria na condição financeira das empresas nos últimos anos, o elevado endividamento constitui um entrave à realização de investimento”.

O estudo sugere, ainda, que a dimensão do fenómeno das ‘empresas zombie’ (que não conseguem cumprir as obrigações financeiras, mas que se mantém vivas com o apoio dos bancos), “afecta uma parte muito significativa das empresas, reforçando a ideia de que o sector financeiro teve e tem um problema na afectação do crédito”, um problema que, depois, se reflecte no “baixo crescimento da economia portuguesa”.

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