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Marca passo a internalização da iParque na CMC

13 de Novembro 2018 Jornal Campeão: Marca passo a internalização da iParque na CMC

O vereador José Manuel Silva advertiu, ontem, que “a indefinição” acerca da sociedade iParque, detida a 90 por cento pelo Município de Coimbra, tem de ser resolvida pela Câmara local.
Segundo o líder do movimento “Somos Coimbra”, tal indefinição “prejudica gravemente a possibilidade de desenvolvimento e dinamização” do Parque de Inovação em Ciência, Tecnologia e Saúde implantado em Antanhol.
“Quando é que a Câmara concretiza a internalização” da sociedade iParque na CMC, “conforme decisão, com mais de um ano, da Assembleia Geral, que ainda está por cumprir”?, questionou o vereador independente ao intervir na mais recente reunião da principal autarquia de Coimbra.
O “Campeão” noticiou, em Fevereiro de 2017, que a Câmara conimbricense encara a internalização da iParque, à semelhança do que aconteceu com a sociedade Turismo de Coimbra.
A medida prende-se com a falta de perspectiva de futuro para a empresa responsável pelo sobredito Parque de Inovação, na sequência de condicionamentos impostos pelo XIX Governo, cujo alcance não foi alterado com recentes leis do Orçamento do Estado.
Outro vereador, Paulo Leitão (PSD), aludiu à “actuação da maioria socialista” como sendo pautada por “uma completa ausência de políticas de desenvolvimento económico e de atracção de investimento”.
Para ele, “o imobilismo da actual maioria camarária contrasta com os milhares de jovens conimbricenses que têm de rumar a outros destinos à procura de emprego”.

Quanto ao vereador independente, voltou a recomendar “estabelecimento de acordos entre a CMC, as freguesias e as associações de moradores para a manutenção regular, embelezamento, planeamento e desenvolvimento das potencialidades e características dos respectivos bairros, de acordo com uma filosofia de construção da cidade com as pessoas e para as pessoas”.

Uma das associações de moradores com as quais se reuniu o movimento cívico é a do Valverde (AMV), autora do projecto Valverde Emotions.

“Caso o Município permita e colabore na sua concretização, tal projecto permitirá o desenvolvimento de um modelo inovador de gestão colectiva, através da AMV, tendo como referência o uso sustentável do património natural da envolvente urbana, com a participação estratégica da CMC, proprietária da área a intervir, e da União de Freguesias de Santa Clara e Castelo Viegas”, opinou José Manuel Silva.

Segundo o autarca, foi identificada uma “potencial fonte de financiamento no âmbito da denominada ‘Linha de apoio à sustentabilidade’, constituindo-se ela como oportunidade imperdível e muito urgente”.

Porém, advertiu o vereador, a candidatura só pode avançar com a garantia do apoio da CMC, nomeadamente através da realização de um protocolo com a AMV para cedência, em regime de direito de superfície, do lote 90 do domínio privado municipal.

“O valor total deste projecto ímpar”, vincou José Manuel Silva, “ascende a 300 000 euros, sendo financeiramente sustentável, embora necessite de um impulso inicial, a ser assegurado pelo Município, de 20 por cento do investimento total”.

O autarca indicou que algumas das actividades a realizar consistem na preservação de mata mediterrânica, edificação de um centro de acolhimento e apoio, devidamente integrado na paisagem, circuito de arborismo, requalificação de um espaço infantil e geriátrico, circuito de manutenção e percursos pedestres, hortas e viveiros comunitários de espécies autóctones, reserva estratégica de água, trilhos para observação de aves e visitas guiadas ao aqueduto do Real Mosteiro de Santa Clara e ao aqueduto de Alves Macomboa (nome do arquitecto da reforma pombalina da Universidade de Coimbra).