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Manuel Alegre conquista Prémio Camões

8 de Junho 2017

O escritor Manuel Alegre conquistou, hoje, o Prémio Camões / 2017, anunciou o júri, que se reuniu no Brasil.

O autor de “Trova do vento que passa” declarou sentir-se “muito honrado” com a distinção.

Natural de Águeda, Manuel Alegre foi secretário de Estado, membro do Conselho de Estado e vice-presidente da Assembleia da República, tendo encabeçado sucessivas listas de candidatos a deputados do PS ao Parlamento pelo círculo de Coimbra.

“Como poeta, começou a destacar-se nas colectâneas ‘Poemas Livres’ (1963-1965), mas o grande reconhecimento nasce com dois volumes de poesia ‘Praça da Canção’ (1965) e ‘O canto e as armas’ (1967), apreendidos pelas autoridades antes do 25 de Abril [de 1974]”, embora tenham alcançado “grande circulação nos meios intelectuais”, lê-se num comunicado divulgado pelo Governo português.

“O reconhecimento maior é o que vem dos meus leitores, através dos tempos, vencendo várias formas de censura; naturalmente, uma distinção desta natureza possui significado”, disse o poeta, citado pela Agência Lusa.

O escritor lembrou ter recebido o Prémio Pessoa, o que lhe deu “grande satisfação”, graças ao seu “significado cultural”.

Em 2016, o autor de “Trova do vento que passa” recebeu um prémio de “consagração de carreira”, proporcionado pela Sociedade Portuguesa de Autores, e conquistou o prémio “Vida literária” da Associação Portuguesa de Escritores.

Enquanto estudante universitário, Alegre foi co-fundador do CITAC – Centro de Iniciação Teatral da Academia de Coimbra, membro do TEUC – Teatro de Estudantes da UC, campeão nacional de natação e atleta da AAC.

O Prémio Camões, instituído pelos governos de Portugal e do Brasil em 1988, foi atribuído, pela primeira vez, no ano seguinte, a Miguel Torga (falecido em 1995).

Segundo o texto do protocolo constituinte, assinado em Brasília, em meados de 1988, o Prémio Camões consagra anualmente “um autor de língua portuguesa, que, pelo valor intrínseco da sua obra, haja contribuído para o enriquecimento do património literário e cultural do idioma”.

 

 

 

 

 

 

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