Coimbra  15 de Junho de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Mais de metade das mortes em excesso durante a pandemia são atribuídas à covid-19

8 de Janeiro 2021 Jornal Campeão: Mais de metade das mortes em excesso durante a pandemia são atribuídas à covid-19

As mortes associadas à doença covid-19 representaram 52 por cento do excesso de mortalidade verificado em Portugal entre Março e Dezembro do ano passado, divulgou esta sexta-feira (08) o Instituto Nacional de Estatística (INE).

Segundo o boletim do INE sobre mortalidade em contexto de pandemia, desde 02 de Março – data do primeiro caso diagnosticado de infecção com o novo coronavírus – até 27 de Dezembro, morreram 99 356 pessoas, um aumento de 12 852 mortes em relação à média dos mesmos meses nos anos de 2015 a 2019.

Desses 12 852 óbitos a mais, 6 677 foram atribuídos à covid-19, o que representa uma percentagem de 52 por cento. Só entre 30 de Novembro e 27 de Dezembro morreram 2 172 pessoas com covid-19, um número que supera o aumento de 1 884 mortes em relação à média para o mesmo período dos últimos cinco anos.

O INE salienta que o aumento do número de mortes em relação à média dos cinco anos anteriores foi, com o aproximar do fim de 2020, “cada vez mais explicado pelo aumento dos óbitos por covid-19”.

No boletim sobre a mortalidade semanal divulgado em Novembro, as mortes com covid-19 representavam menos de 30 por cento do aumento de mortalidade em relação aos números de 2015-2019.

Do total de mortes no período de circulação do novo coronavírus, 49 453 foram de homens e 49 903 de mulheres e mais de 70 por cento tinham 75 anos ou mais.

Em relação à média 2015-2019, morreram mais 10 886 pessoas com mais de 75 anos e destas, 8 038 tinham 85 anos ou mais.

Nesse período de 2020, 60 024 mortes aconteceram em contexto hospitalar – mais 5 650 – mas o maior aumento verificou-se nas mortes fora dos hospitais, que subiram 7 202 para 39 332.

O INE nota, no entanto, que a partir de 26 de Novembro, o maior aumento no número de mortes verificou-se em hospitais.

O maior aumento do número de mortes verificou-se na região Norte, onde morreram mais 5 696 pessoas do que no período homólogo dos cinco anos anteriores, seguindo-se Lisboa (mais 3 428 mortes), Centro, (mais 2 423), Alentejo (mais 948), Algarve, (mais 256), região Autónoma da Madeira (mais 129) e Açores (mais 114).