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Lousã, Miranda, Poiares e Penela propõem património às “7 Maravilhas”

17 de Abril 2018

Todos os parceiros do projecto assinaram a candidatura ao concurso nacional

 

“Mesa das Terras da Chanfana” é o nome da candidatura da Dueceira (Associação de Desenvolvimento do Ceira e Dueça), que integra os concelhos da Lousã, Miranda do Corvo, Vila Nove de Poiares e Penela, ao concurso nacional “7 Maravilhas à Mesa”.

A candidatura, que foi apresentada, hoje, pelos quatro autarcas, no Mosteiro de Semide (Miranda do Corvo), está já entre os 49 pré-finalistas e é constituída pelo património gastronómico e cultural dos quatro concelhos, que têm na chanfana o produto “âncora”.

Os sete ‘patrimónios’ candidatos a “maravilhas à mesa” mostram o que de melhor tem e se produz nestes territórios, começando pela chanfana; o queijo do Rabaçal; o mel da Serra da Lousã; o Licor Beirão; o vinho da Quinta de Foz de Arouce – Vinhas Velhas de Santa Maria, 2013; passando pelo património histórico e cultural que é o Mosteiro de Santa Maria de Semide, e o natural que são os trilhos da natureza da Serra da Lousã, um importante factor de atracção.

A Dueceira conseguiu unir os esforços das quatro autarquias que a compõem para desenvolver um projecto comum que visa, essencialmente, “o reforço da notoriedade e atractividade da região e potenciar o valor do seu património e dos seus produtos”, explicou Luís Antunes, autarca da Lousã e presidente da Associação Dueceira.

“Este é um momento de alegria, orgulho e motivação porque conseguimos criar condições para efectivar esta candidatura e o que ela poderá representar para o futuro dos territórios”, salientou o responsável, adiantando que os argumentos propostos pela “Mesa das Terras da Chanfana” são “fortes e coesos”, alicerçados em parcerias com agentes públicos e privados.

Essas sinergias entre a Associação, os municípios, as empresas e associações da região são, de resto, muito importantes já que “permitem o reforço da candidatura para se atingir o objectivo último: sair vitoriosos até à final do concurso”, afirmou Luís Antunes.

Na opinião do presidente da Dueceira, este projecto conjunto só demonstra que “se pode fazer mais pela promoção do turismo neste território”.

Nesta candidatura participam, ainda, como parceiros o CEARTE (Centro de Formação Profissional do Artesanato); a Fábrica da Igreja Paroquial da Freguesia de Semide; a AproRabaçal; Lousãmel; J. Carranca Redondo; Conde de Foz de Arouce, Vinhos; Confraria da Chanfana de Vila Nova de Poiares; Confraria do Queijo do Rabaçal; Real Confraria da Cabra Velha de Miranda do Corvo.

As “7 Maravilhas à Mesa” têm a concurso 49 candidaturas, num total de 343 patrimónios a nível nacional, nos quais se os portugueses poderão votar ao longo de galas semanais, entre 22 de Julho e 16 de Setembro, que serão transmitidas em directo pela RTP.

Gonçalo Moura da Costa, agrónomo e enólogo, lamenta a falta de integração de alguns produtos, disse ao “Campeão” o presidente da Fundação ADFP, Jaime Ramos.

“Onde ficaram os vinhos IG Beira Atlântico (sub-região de Terras de Sicó) e onde ficou o doce conventual de Semide ou a promoção global do turismo de natureza”?, questiona, vincando ter sido contemplado apenas um produtor de vinho (do concelho de Lousã).

Do ponto de vista de Gonçalo da Costa, se não foi descuido, tratou-se claramente de uma oportunidade perdida para promoção na globalidade da sub-região, sendo o doce conventual de Semide, segundo ele, o único daquele tipo em todo o território da Terras de Sicó

Quanto a turismo de natureza, o agrónomo assinala ser o Parque Biológico da Serra da Lousã o ex-libris da região, assumindo-se como a maior mostra de vida selvagem do país e proporcionando uma oferta pedagógica e de integração reconhecida e comprovada.

O presidente da Fundação ADFP lastima que, alegadamente, haja “desprezo por quem produz vinho de Lamas e da sub-região de Sicó”.

Jaime Ramos também lamenta “a marginalização” a que foi votado o Templo Ecuménico Universalista (Miranda do Corvo).

 

Autarcas assinam protocolo Terras da Chanfana

Paulo Tavares, do CEARTE, com os autarcas Miguel Baptista, de Miranda do Corvo; Luís Antunes, da Lousã; João Miguel Henriques, de Poiares; e Luís Matias, de Penela

 

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