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Lousã: Manifesto pede legalidade nas janelas da Câmara

9 de Fevereiro 2017 Jornal Campeão: Lousã: Manifesto pede legalidade nas janelas da Câmara

O escritor Pedro Mexia, consultor da área da cultura do Presidente da República, é o primeiro subscritor de um manifesto pela “reposição da legalidade” em obras no edifício da Câmara Municipal da Lousã, que já reúne 100 pessoas.

O documento, remetido ontem à tarde ao ministro da Cultura e a diversas instâncias locais, regionais e nacionais, refere um “atentado ao património” e uma “violação da legalidade”, insurgindo-se contra “a substituição das janelas da Câmara Municipal por outras, que descaracterizam este edifício neobarroco e o centro histórico”.

Outros dos primeiros subscritores são o empresário José Redondo (fabricante do licor Beirão), Ana Filomena Amaral (escritora e investigadora), Maria do Rosário Castiço de Campos (historiadora e professora da Escola Superior de Educação de Coimbra) e o arquitecto José Casimiro (que trabalha em Berlim, onde desenvolve trabalho no restauro de edifícios públicos e privados).

Entre os 100 apoiantes desta causa estão, também, alguns dos especialistas que hoje, às 21h00, intervêm no debate “Património edificado, memória para o futuro”, na Lousã, que o jornal local Trevim organiza no âmbito do seu 50.º aniversário.

“Em torno do documento reúnem-se cidadãos e cidadãs de diferentes quadrantes ideológicos e áreas de actividade, destacando-se a presença de dezenas de arquitectos, engenheiros, professores, médicos, historiadores, empresários, escritores e jornalistas”, referem os promotores.

O manifesto conta também com adesão de lousanenses da diáspora (Estados Unidos, Reino Unido, Brasil e Alemanha) que também se insurgem contra a substituição das janelas da Câmara Municipal, sem que “a autarquia tenha pedido, no devido tempo, um parecer vinculativo da Direcção-Geral do Património Cultural, que aponta agora para a necessidade de as janelas originais serem repostas”.