Coimbra  22 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Lousã: Luís Antunes baixa expectativas na requalificação do IP3

27 de Abril 2018

O presidente da Câmara de Lousã lamentou, hoje, a forma como a requalificação do Itinerário Principal 3 (IP3) foi anunciada, “via comunicação social”, e defendeu que a obra não corresponde às expectativas da região.

No dia 19, os deputados do PSD eleitos pelo círculo de Viseu anunciaram que a auto-estrada Viseu – Coimbra está descartada e que a duplicação do traçado do IP3 “não será feita na totalidade”.

Quatro dias depois, os promotores do Movimento pela Requalificação Completa e Adequada do IP3 congratularam-se por esta via entre Viseu e Coimbra ser requalificada e, numa primeira fase, ficar com perfil de auto-estrada em 85 por cento do trajecto, sem portagens.

Hoje, em comunicado, o presidente da Câmara da Lousã disse estranhar a forma como a decisão foi comunicada e salientou a necessidade da implementação de um novo traçado, mais a Sul.

“No âmbito de notícias vindas a público esta semana sobre a decisão do Governo de requalificar o IP3, em detrimento da solução de um novo traçado mais a Sul defendida por diversos organismos públicos e privados, manifesta-se ‘estranheza’ pela forma como foi comunicada esta decisão, nomeadamente pelo facto de as entidades que foram chamadas à discussão das várias soluções, entre as quais diversas autarquias, não terem sido informadas formalmente desta decisão”, refere Luís Antunes.

O autarca socialista “reforça a sua convicção relativamente à valia da solução que tem defendido, de uma nova via, num traçado mais a Sul, capaz de se poder assumir como estruturante para a melhoria mais substantiva e alargada da mobilidade regional, da coesão territorial e do desenvolvimento integrado da região, permitindo a sua ligação ao IC6 e à A13 – potenciando o seu uso e uma ligação mais rápida a Sul – e também uma alternativa à EN17, uma via que já não corresponde – a vários níveis – às necessidades dos utilizadores”.

Para o presidente lousanense, a decisão de optar apenas pela requalificação do IP3, conhecida através dos órgãos de comunicação, “não corresponde à expectativa e necessidades da região, não conferindo condições adequadas de competitividade a vários concelhos que, apesar dos constrangimentos ao nível das acessibilidades, apresentam uma actividade económica relevante”.

Luís Antunes diz, também, que “reconhece a necessidade de requalificação do IP3, mas que essa intervenção não serve a região”. Por isso, acrescenta, “vamos continuar a demonstrar a pertinência e justiça da nossa reivindicação”.

A 24 de Abril, o deputado do PS Pedro Coimbra manifestou satisfação com as anunciadas obras de requalificação do IP3. “Ainda há poucas semanas me manifestei publicamente, na Assembleia da República e na comunicação social, pela evidente urgência em requalificar esta importante via, quer por questões de segurança, quer por questões de mobilidade de pessoas e mercadorias, pelo que esta decisão merece todo o meu apoio e aplauso”, referia então Pedro Coimbra, eleito pelo círculo de Coimbra.

O CDS/PP lamentara, por outro lado, na véspera, que o PS e o PSD concordem que a solução para o IP3, entre Viseu e Coimbra, passe por “remendar a estrada que já existe”.

Também terça-feira, eleitos da Assembleia Municipal de Coimbra manifestaram-se a favor da requalificação do IP3 entre esta cidade e Viseu, dando à via perfil de auto-estrada em grande parte do trajecto, anunciada pelo ministro Pedro Marques.

Por outro lado, presidente dos Autarcas Social-Democratas (ASD), Álvaro Amaro, disse, ontem, ser o IP3 uma “causa nacional” que a todos deve mobilizar e afirmou que “esse grande problema rodoviário do país deve ter uma solução”.

 

 

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