Coimbra  9 de Julho de 2020 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

Linha de eléctricos: CMC pede apoio a Instituto

21 de Novembro 2016

Uma hipotética linha de eléctricos entre a rua da Alegria e a rotunda das Lages vai ser objecto de um protocolo de entendimento entre o Município de Coimbra e o Instituto da Mobilidade.

Apenas com os votos dos edis do PS, a Câmara conimbricense aprovou, hoje, articular-se com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes para emissão de pareceres ao estudo prévio.

Pedro Bingre, vereador do movimento cívico Cidadãos por Coimbra (CpC), votou contra; o da CDU e os da coligação “Por Coimbra” (PSD – PPM – MPT) abstiveram-se.

O socialista Jorge Alves, que tem assento no Conselho de Administração dos Serviços Municipalizados de Transportes Urbanos (SMTUC) a par de Francisco Queirós (CDU), regozijou-se por se tratar de um dossiê que “está a avançar”.

Em Outubro de 2014, o assunto foi posto em «banho-Manuel»; volvidos cinco meses, uma proposta do líder camarário para realização de um estudo prévio suscitou «potência» mínima em reunião da autarquia.

A deliberação para realização do estudo prévio e do de impacte ambiental foi aprovada, em Março de 2015, pela bancada do PS (cinco autarcas), com a abstenção do vereador da CDU e a dos (quatro) edis da coligação “Por Coimbra” e o voto desfavorável de CpC.

Segundo o líder do Município, Manuel Machado, o projecto alia a vertente turística à de transporte convencional de passageiros, visando “casar as duas margens” do rio Mondego.

A solução de trajecto proposta, susceptível de aperfeiçoamentos, parte do parque de Manuel Braga em direcção ao largo da Portagem e atravessa a ponte de Santa Clara, prevendo-se que esta passe a ter três vias rodoviárias.

Da ponte de Santa Clara, segue-se a passagem pela avenida de João das Regras e a entrada na rua da Feitoria dos Linhos. Nesta artéria está previsto um troço de duplicação da linha, numa extensão de 60 a 70 metros, para cruzamento de viaturas. No restante trajecto, a linha deverá ter via única.

No total, a eventual linha de eléctricos terá uma extensão de cerca de dois quilómetros, sendo que a viagem entre o parque de Manuel Braga e o Exploratório deverá demorar cerca de um quarto de hora.

As dúvidas dos vereadores da oposição em relação à bondade da iniciativa deixaram o presidente da Câmara perplexo, admitiu Machado, há 20 meses, a ponto de falar de “pau na roda”.

Os eléctricos deixaram de operar, em Coimbra, como meio de transporte, há mais de 30 anos. A Câmara desfruta de um espólio de oito eléctricos – três de 1911, um de 1912, três de 1928 e um de 1930.