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Centro: Liga investe mais de dois milhões no rastreio do cancro da mama

21 de Dezembro 2018

Pedro Mesquita, da Fujifilm; João Pedro Pimentel, da ARSC; Carlos de Oliveira, presidente do NRC da Liga; e Vítor Rodrigues, da Direcção do Núcleo do Centro

 

O Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC.NRC) assinou, hoje, um protocolo que permitirá investir cerca de 2,3 milhões de euros no rastreio do cancro da mama.

A verba será aplicada na aquisição de quatro novas unidades móveis, perfazendo um total de oito ao serviço do NRC, bem como na melhoria tecnológica de todas elas, com tecnologia mamográfica digital directa e tomossíntese.

Também a sede do Núcleo do Centro beneficiará de algum deste valor, para investir no armazenamento das mamografias que, segundo Vítor Rodrigues, da Direcção do NRC da LPCC, ascendem às 100 000 por ano. A ideia passa, também, por sempre que possível continuar a colocar estas unidades móveis junto dos centros de saúde de toda a região para uma maior articulação com os mesmos e com os médicos de família.

O investimento de 2,3 milhões faz parte de um plano de remodelação e actualização do equipamento de rastreio ao cancro da mama, já iniciado em 2015 e que representa um orçamento global de 3,6 milhões de euros.

“Esta é a segunda fase de um investimento que permite fazer os rastreios e baixar a mortalidade, sendo que a região Centro é a que tem valores mais baixos de mortes associadas ao cancro da mama”, afirmou Vítor Rodrigues, adiantando que os números de utentes rastreadas irão baixar nos próximos anos devido aos rastreios passarem a ser indicados a mulheres apenas acima de 50 anos (e não dos 45 anos, como era até agora).

“O cancro vai continuar a aumentar e o que o rastreio pretende é baixar a mortalidade”, salientou Carlos Oliveira, presidente do NRC da Liga.

Para João Pedro Pimentel, representante da Direcção da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), o papel da Liga tem sido fundamental para conseguir resultados muito positivos na região Centro, “a que tem a taxa mais baixa de mortalidade, com valores melhores do que os do Continente”.

Esta nova tecnologia e as quatro novas unidades móveis começarão a funcionar no primeiro semestre do próximo ano, e de forma faseada, sendo que as unidades móveis de rastreio mais antigas estão já equipadas, necessitando apenas da actualização do software.

Como entidade parceira deste investimento está a empresa Fujifilm, que fornece os equipamentos. Pedro Mesquita, director-Ibéria da Fujifilm, admite a “complexidade” do projecto, mas salientou a importância desta tecnologia de ponta “aliada a altos níveis de acuidade de diagnóstico”, algo que “a Liga Portuguesa Contra o Cancro não dispensa”.

Os 3,6 milhões de euros são provenientes do valor que, anualmente, a ARSC transfere para o Núcleo do Centro para pagar os rastreios, que custam cerca de dois milhões de euros ao ano, cobrindo perto de 100 por cento dessa despesa. Contudo, os fundos são, ainda, provenientes de donativos, dos eventos realizados pelo Núcleo para angariação de fundos, dos peditórios da Liga, do IRS e, também, de parcerias com empresas.

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