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Liga Contra o Cancro: Há mais sobreviventes, mas aumenta a doença

4 de Abril 2018

Carlos Freire de Oliveira, Artur Santos Silva, João Pedro Pimentel e Vítor Veloso

 

Em Portugal há cerca de 500 000 sobreviventes do cancro, mais do que estão em tratamento, o que representa um novo desafio para a Liga Portuguesa Contra o Cancro, que hoje assinalou 77 anos, juntamente com o cinquentenário do Núcleo Regional do Centro (NCR), com sede em Coimbra.

Para o presidente do NCR da Liga, Carlos Freire de Oliveira, o aumento do número de sobreviventes ao cancro traz o desafio de um acréscimo de cuidados a essas pessoas, assim como ao nível da protecção social.

Falando do futuro da acção do Núcleo Regional do Centro, aquele professor e médico destacou ainda a oncogeriatria, porque vai continuar a aumentar o número de casos de cancro entre os idosos, o que, segundo ele, “exige uma abordagem diferente, mais personalizada, em conjunto com a avaliação geriátrica e de outros técnicos”.

O desafio futuro do NRC da Liga Contra o Cancro passa, também, de acordo com Carlos Freire de Oliveira, por prestar cuidados continuados e paliativos a nível domiciliário, complementando e não ocupando o espaço das unidades de saúde.

Prosseguindo no que se vai fazer proximamente, o presidente do Núcleo Regional do Centro anunciou um novo projecto, a desenvolver no contexto comunitário, que visa o acompanhamento dos sobreviventes ao cancro na área dos cuidados primários de saúde.

Na sessão comemorativa, realizada no Convento de S. Francisco, em Coimbra, Carlos Freire de Oliveira passou em revista os 50 anos do Núcleo Regional do Centro da Liga Portuguesa Contra o Cancro e saudou a presença de Joaquim Correia dos Santos, o único sobrevivente dos dirigentes iniciais. Destacou, igualmente, que, 28 anos depois de se terem iniciado os rastreios do cancro da mama chegou-se à evidência científica de que reduz efectivamente a mortalidade, como descreve um artigo de Vítor Rodrigues publicado numa revista internacional.

Para o presidente nacional da Liga, Vítor Veloso, esta “encontra-se de excelente saúde, tendo aumentado na última década as actividades e as acções de apoio ao doentes com cancro e aos familiares”, afirmando a continuação da “defesa intransigente do direito dos doentes e dos sobreviventes, garantindo a equidade de tratamento para todos”.

Também com a presença de João Pedro Pimentel, director do Departamento de Saúde Pública da Administração Regional de Saúde do Centro, o destaque foi para Artur Santos Silva, antigo presidente da Fundação Calouste Gulbenkian, que vai ser o patrono do Prémio Nacional de Oncologia da Liga Portuguesa Contra o Cancro e proferiu uma conferência intitulada “Desafios para o 3.º sector na construção de uma sociedade mais justa”.

 

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