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Leiria: Guarda prisional vai para a cadeia como… recluso

30 de Janeiro 2018

Um subchefe da Guarda Prisional foi condenado, hoje, pelo Tribunal de Leiria, a prisão efectiva (seis anos) devido a autoria de crimes de burla qualificada e corrupção.
O arguido foi punido ainda com pena acessória de proibição do exercício de funções durante quatro anos.
Segundo o acórdão, o indivíduo foi o responsável por “facilitar os meios” ao introduzir telemóveis na cadeia onde trabalhava.
Outra pena, de sete anos de reclusão, foi aplicada a um arguido tido como autor de um plano para introdução de telemóveis no Estabelecimento Prisional de Leiria (EPL).
Foram ainda condenadas duas mulheres, uma delas casada com o guarda prisional.
A principal arguida também sofreu condenação a prisão efectiva (quatro anos) e a outra viu ser suspensa a execução da pena de 36 meses de cadeia na medida em que se trata de menos de cinco anos e o colectivo de juízes entendeu bastar a ameaça de reclusão.
Os arguidos estavam acusados de cometer crimes contra dezenas de pessoas através de um esquema fraudulento a partir do interior do EPL.
Segundo o Ministério Público (MP), os indivíduos consultavam páginas da Internet, redes sociais e anúncios em jornais para obterem contactos telefónicos de potenciais vítimas, assim como outros elementos capazes de facilitar a criação de um enredo credível relacionado com situações da vida dessas pessoas.
Depois de seleccionados os alvos, os arguidos apresentavam às vítimas, no decurso dos contactos estabelecidos, um hipotético “problema verosímil” que os envolveria e cuja solução “só ocorreria mediante o pagamento de quantias monetárias”, assinalou o MP.

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