Coimbra  24 de Outubro de 2020 | Director: Lino Vinhal

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Leiria apela à união para a abertura da base aérea de Monte Real

22 de Maio 2018 Jornal Campeão: Leiria apela à união para a abertura da base aérea de Monte Real

O presidente da Câmara de Leiria, Raul Castro, desafiou, hoje, a região a unir-se para lutar pela abertura da Base Aérea n.º 5 (BA5), em Monte Real, à aviação civil.

“Estruturante para o futuro da região é a abertura da Base Aérea de Monte Real à aviação civil. Este é o momento certo para a concretização de uma aspiração antiga de toda a região. Trata-se da chave que poderá permitir o desenvolvimento futuro de toda a nossa região”, afirmou Raul Castro (PS), desafiando que se faça “ouvir” a voz da região.

O presidente, no discurso que assinalou o dia da cidade, sublinhou que existem estudos que “comprovam a viabilidade desta solução e demonstram que se trata de um investimento que terá um fortíssimo retorno, não apenas para Leiria, mas para toda região Centro”.

“Não aceitamos que, por razões ainda mal explicadas, este dossiê não receba a atenção que merece por quem tem responsabilidades de promover um desenvolvimento equilibrado e uma distribuição justa do investimento público por todo o país”, reforçou o autarca.

Segundo Raul Castro, esta medida iria contribuir para a “formação e riqueza nacional” e “para o equilíbrio das contas públicas”, além do “efeito multiplicador que aqueles investimentos podem ter para a região e para o país”.

“Não podemos desistir. Deixo um convite para que participem no dia 18 de Junho no ‘Fórum de Aviação Civil em Monte Real: uma aposta para o desenvolvimento futuro da região’, que vai decorrer nesta sala”, desafiou.

A modernização da Linha do Oeste foi outra das causas defendidas pelo presidente do Município de Leiria. “Não ficamos satisfeitos com uma intervenção pouco mais do que cosmética que no fundamental mantenha tudo na mesma. Defendemos que o projecto de modernização deverá contemplar uma ligação à Gare do Oriente, pois só assim esta ferrovia terá condições para se afirmar como uma verdadeira alternativa a outros modos de transporte mais dispendiosos e poluentes”.

Considerando que este é um tempo de assumir que há batalhas em que “todos se devem alistar”, Raul Castro enumerou algumas das causas “fundamentais” pelas quais se deve lutar: “Por melhor ambiente, por melhor ensino e saúde, por mais emprego, pela reflorestação do pinhal, mas em especial por investimentos estratégicos que a região reclama há décadas e que tardam em concretizar-se”.

O presidente lembrou a candidatura a Capital Europeia da Cultura em 2027, criticando “quem julga que Leiria não tem dimensão para esta ambição”.

“Somos uma grande cidade da cultura. Só não vê quem não quer, ou quem continua aprisionado a uma visão ultrapassada e até provinciana de que a cultura só é relevante se for feita nas grandes metrópoles”, destacou.

Raul Castro acrescentou que “Leiria é um concelho emergente no plano cultural, seja no teatro, na música, na dança, na literatura, nas artes plásticas, nos museus, nos monumentos, nas galerias, nas ruas”, pelo que acredita que o concelho tem “argumentos para levar de vencida esta candidatura a Capital Europeia da Cultura”.

“Leiria, Capital Europeia da Cultura, não é um projecto da Câmara, é um projecto de Leiria e dos leirienses e que, a concretizar-se, irá beneficiar não só todo o concelho, como toda a região, transversalmente”.

Aproveitando o momento, Raul Castro afirmou que aceita o desafio deixado pelo novo presidente do Instituto Politécnico de Leiria, Rui Pedrosa (também orador no dia da cidade), que no discurso da sua tomada de posse “assumiu a ambição de fazer evoluir o Instituto para Universidade Técnica até 2022 e pediu apoio à região para a criação de um ecossistema educativo de investigação e inovação”.