Coimbra  25 de Outubro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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Juntos Somos Coimbra quer elevar concelho “à condição de metrópole digital”

24 de Agosto 2021 Jornal Campeão: Juntos Somos Coimbra quer elevar concelho “à condição de metrópole digital”

O líder da coligação Juntos Somos Coimbra, José Manuel Silva, afirmou esta terça-feira, dia 24, que quer elevar o concelho “à condição de metrópole digital” e prometeu uma postura “proactiva e cosmopolita” para o comando do município.

“Vamos desburocratizar, abrir e acelerar a Câmara, reduzir as taxas urbanísticas, instituir uma via rápida para o investimento empresarial, fomentar a criação de milhares de empregos, elevar Coimbra à condição de metrópole digital e trabalhar em conjunto com as principais instituições do concelho”, afirmou o actual vereador eleito pelo movimento independente Somos Coimbra e cabeça de lista da coligação Juntos Somos Coimbra, que junta sete partidos.

A coligação Juntos Somos Coimbra agrega PSD, CDS-PP, Nós, Cidadãos!, PPM, Volt, RIR e Aliança (os elementos do movimento independente Somos Coimbra integram as listas através do partido Nós, Cidadãos!).

José Manuel Silva discursava durante a apresentação do programa da candidatura, documento de 37 páginas já disponível no ‘site’ juntossomoscoimbra.pt/programa e que apresenta um diagnóstico de Coimbra, assim como 112 medidas para o concelho.

O número de propostas não é uma coincidência, já que a coligação considera que há uma “urgência” na mudança de rumo do concelho.

“É óbvio para todos nós que Coimbra precisa de um plano de emergência. Censos e indicadores […] mostram uma perda de população, ao contrário de outras cidades como Leiria, Aveiro Viseu ou Braga”, notou José Manuel Silva.

Para o candidato, Coimbra “está a precisar de mudar rapidamente para entrar num ciclo de crescimento e desenvolvimento sustentável”.

O antigo bastonário dos médicos considera que o principal factor que está “a castrar” o potencial da cidade é “a burocracia, atrasos e opacidade da Câmara”.

Durante o discurso, José Manuel Silva prometeu que, caso seja eleito, Coimbra terá um presidente de Câmara “humanista, dialogante, afável” e com uma nova filosofia para a cidade.

“Uma nova mentalidade estratégica, uma atitude proactiva e cosmopolita, aberta ao mundo, às pessoas, às artes, à cultura, à inovação, às novas ideias, ao investimento e ao empreendedorismo, assente na vontade de fazer a diferença em direcção ao futuro”, acrescentou.

Um plano de transportes, mobilidade e acessibilidades para todo o concelho, a luta pela passagem da alta velocidade por Coimbra, dois grandes parques urbanos ao longo das duas margens do Mondego e uma piscina fluvial na margem esquerda são algumas das propostas da candidatura.

A coligação pretende também triplicar o orçamento das juntas de freguesia, transformar o Conselho Municipal da Cultura “num parlamento da cultura” com presidente nomeado pelos seus pares, a transformação do Pátio da Inquisição num “polo vivo, diurno e noturno, da cultura e artes”, uma autonomização da gestão e direcção artística do Convento São Francisco e a elaboração de um plano de recuperação e investimento na Alta, Baixa e Rua da Sofia.

A autonomia de gestão do Hospital dos Covões e a reabertura da sua urgência médico-cirúrgica, a criação de um Museu da História da Cidade e o investimento na habitação social e a custos controlados são outras das propostas elencadas pelo candidato.

Com o programa apresentado, José Manuel Silva acredita que será possível resolver a falta de investimento e criação de emprego, a governação “opaca, fechada e com enormes atrasos” do executivo liderado pelo PS, a degradação do centro histórico e a perda de população.

Nas últimas eleições, o PS conquistou cinco mandatos na vereação, a coligação PSD/CDS-PP/MPT/PPM conseguiu três, o movimento Somos Coimbra alcançou dois e a CDU um.

Para além de José Manuel Silva, concorrem o actual presidente da Câmara de Coimbra, Manuel Machado (PS), Francisco Queirós (CDU), Gouveia Monteiro (Cidadãos por Coimbra), Miguel Ângelo Marques (Chega), Filipe Reis (PAN), Inês Tafula (PDR/MPT) e Tiago Meireles Ribeiro (Iniciativa Liberal).