Coimbra  8 de Dezembro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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JACC aplaude intenção da Câmara de comprar edifício do Salão Brazil

21 de Novembro 2019

A Câmara Municipal de Coimbra vai exercer direito de preferência sobre o prédio onde está instalado o Salão Brazil, uma medida que o Jazz ao Centro Clube (JACC) vê com bons olhos.

O Salão Brazil é onde o JACC desenvolve grande parte da sua actividade, pelo que se “congratula com a proposta de exercício do direito de preferência por parte do município de Coimbra na transacção do prédio urbano”, localizado no largo do Poço.

Esta proposta vai ser analisada e votada na reunião do executivo, na próxima segunda-feira (25), tendo a autarquia a intenção de exercer o direito de preferência na transacção do prédio urbano sito nos números 01 e 03 do largo do Poço, na “Baixa” da cidade.

O objectivo do Município é “assegurar a continuidade da dinamização de actividades sócio-culturais já existentes naquele edifício, nomeadamente do Jazz ao Centro Clube, o que eventualmente poderia ser colocado em causa com uma transacção do imóvel para investidores privados”.

A proposta visa, ainda, a “dinamização e expansão sócio-culturais já presentes naquele edifício, conforme expresso no Plano Estratégico de Reabilitação Urbana, no âmbito da ARU [Área de Reabilitação Urbana] Coimbra ‘Baixa’”, revela a autarquia.

A situação coloca-se depois de ter dado entrada, já este mês de Novembro, um anúncio no website “Casa Pronta” (uma ferramenta disponibilizada pelos serviços do Ministério da Justiça que permite realizar de forma imediata todas as formalidades necessárias à compra e venda de prédios urbanos, mistos ou rústicos) indicando que o prédio em questão iria ser vendido a um investidor privado pelo valor de um milhão de euros.

“Todavia, o facto de este estar localizado na ARU Coimbra ‘Baixa’ e em Zona Especial de Protecção do Património Mundial Classificado pela UNESCO da Universidade de Coimbra, Alta e Sofia faz com que o Município possa exercer o direito de preferência”, adianta a Câmara Municipal.

O edifício é visto pela autarquia como uma “ancoragem de actividades sócio-culturais na ‘Baixa’ de Coimbra”, destacando a vereadora da Cultura, Carina Gomes, a “relevância cultural do trabalho promovido pelo Jazz ao Centro Clube”, considerando que “o edifício, a sua localização e as funções culturais que ali têm lugar constituem uma mais-valia estratégica para o importante processo que a Câmara Municipal vem desenvolvendo, em termos culturais e sócio-económicos, no âmbito da candidatura de Coimbra a Capital Europeia da Cultura 2027”.

Para o JACC, a proposta “expressa o reconhecimento do trabalho que tem sido desenvolvido ao longo dos últimos sete anos e que permitiu tornar o Salão Brazil numa sala de concertos de referência a nível nacional e um polo de dinamização sócio-cultural no coração da cidade”.

Além deste trabalho, que “tem contribuído para a vivificação da ‘Baixa’” de Coimbra, “convém reforçar o significado” do Salão Brazil, que, “ao longo de muitas décadas, tem sido uma referência local nos hábitos de muitos conimbricenses” e de muitas pessoas que passam pela cidade, sustenta o clube.

O Jazz ao Centro acredita que, “ao adquirir o edifício e ao garantir a continuidade das suas funções culturais, o Município de Coimbra fará um investimento que salvaguarda não só a dimensão artístico-cultural, mas que serve igualmente os interesses mais alargados da cidade em dinamizar o seu centro histórico”, concluiu.

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