Coimbra  21 de Outubro de 2021 | Director: Lino Vinhal

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ISEC aposta em mestrado em Cidades Sustentáveis e Inteligentes

20 de Julho 2021 Jornal Campeão: ISEC aposta em mestrado em Cidades Sustentáveis e Inteligentes

O Instituto Superior de Engenharia de Coimbra (ISEC) vai abrir um curso de mestrado em Cidades Sustentáveis e Inteligentes, destinado, essencialmente, a quadros de serviços municipais e empresariais.

“Iremos capacitar estudantes e profissionais para a transformação das cidades em ambientes mais sustentáveis e inteligentes para e com os seus cidadãos”, afirma Mário Velindro, presidente do ISEC, escola que em 2018 lançou a licenciatura em Gestão Sustentável das Cidades.

A formação arranca em Outubro e “irá capacitar os estudantes para o desenvolvimento de soluções inteligentes e sustentáveis nas áreas da mobilidade, energia, abastecimento de água e gestão de resíduos, entre outras. O objectivo é formar quadros com uma visão global das várias dimensões que compõem uma ‘smart city’, tendo por base a visão de que o cidadão ocupa o lugar central e a sustentabilidade é uma meta incontornável”, explica o ISEC.

“É um curso que junta quatro departamentos do ISEC – Engenharia Civil, Engenharia Informática e de Sistemas, Engenharia Mecânica e Engenharia Eletrotécnica. Esta multidisciplinaridade confere-lhe uma visão global sobre as ‘smart cities”, considera Eduardo Natividade, docente do ISEC e um dos coordenadores da formação.
De acordo com Eduardo Natividade, “neste curso tanto irá ser desenvolvida a componente sustentável do planeamento urbano, da gestão das suas infraestruturas e da construção de edifícios, como também a parte tecnológica, isto é: tudo aquilo que torna as cidades efectivamente inteligentes, como é o caso dos sistemas inteligentes de apoio à decisão, do ‘big data’ ou da ‘internet das coisas. Sem esquecer a própria inteligência colectiva detida pelos cidadãos”.

Um estudo realizado em 2020 pela Deloitte a 100 cidades mundiais inteligentes concluiu que a aposta em tecnologia e em inovação pode originar uma redução na ordem de 90% das emissões de carbono nas cidades, onde têm origem 60% das emissões à escala global, lembra o ISEC.

“Temos que formar mais profissionais qualificados nesta área em Portugal. Mas temos também que actualizar os profissionais que já estão no mercado activo de trabalho e que têm dificuldade em acompanhar o que está a acontecer de novo. Um dos objectivos deste mestrado é, precisamente, capacitar quadros municipais e empresariais para trabalharem nesta área em Portugal”, sublinha Mário Velindro.

Para o presidente do ISEC, “este curso irá contribuir para a implementação de modelos de regeneração urbana, acelerando a transição digital das cidades”.

“Iremos capacitar os estudantes para o desenvolvimento de projectos holísticos de acções nos sectores de energia, dos transportes e das tecnologias de informação e comunicação, transformando as cidades em ambientes mais inteligentes e sustentáveis para e com os seus cidadãos: algo que, como os dados mostram, é urgente acelerar”.

O ISEC, defende Velindro, é, “claramente, em Portugal, a escola de engenharia de referência da Gestão Sustentável das Cidades”.

“Esta elevada procura do Instituto Superior de Engenharia de Coimbra por parte dos estudantes é o reconhecimento da qualidade do ensino e da capacidade de inovação que o ISEC demonstra há várias décadas: uma das nossas prioridades é colocar a engenharia ao serviço dos cidadãos, da economia e do planeta”.

Para Natividade, este mestrado inédito em Cidades Sustentáveis e Inteligentes “está desenhado, não só para os estudantes de licenciatura que queiram prosseguir os estudos nesta área, como também para os quadros das empresas que queiram actualizar os seus conhecimentos em sustentabilidade e inteligência urbanas, assim como para aqueles que se queiram lançar nestas áreas em novos negócios”.

“É um curso que está altamente preparado para formar estudantes de licenciatura e, ao mesmo tempo, profissionais de autarquias, de empresas tecnológicas, de consultoras ou de entidades gestoras de infraestruturas e serviços urbanos”, conclui Eduardo Natividade.