Coimbra  25 de Agosto de 2019 | Director: Lino Vinhal

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IPO de Coimbra: ARS/Centro quieta e calada

4 de Junho 2018

Esclarecer se o gestor Carlos Santos vai permanecer na presidência do IPO de Coimbra “não é assunto relevante” para a ARS/Centro, disse, hoje, ao “Campeão”, a porta-voz do organismo.

A indicação foi transmitida ao nosso Jornal depois de insistência da Redacção com um pedido de esclarecimento, feita na sequência de outro, formulado pelas 12h30 de 01 de Junho (sexta-feira).

Na manhã de 01 de Junho, o “Campeão” interpelou a Assessoria de Imprensa do Ministério da tutela no sentido de apurar se o Instituto Português de Oncologia de Coimbra está na iminência de ficar sem Carlos Santos como timoneiro. Um porta-voz do Ministério da Saúde remeteu o nosso Jornal para a ARS/Centro.

O cenário de transferência do sobredito gestor para preencher uma vaga na Administração do Centro Hospitalar Universitário de Coimbra foi encarado pelo Ministério da Saúde. O Conselho de Administração do CHUC está com menos um membro devido à ida de Pedro Beja Afonso para a Unidade Hospitalar de Coimbra (estabelecimento da IdealMed, recentemente comprado pelo Grupo Luz Saúde).

“Na actualidade, o dr. Carlos Santos é o presidente do CA do IPO de Coimbra; quanto ao futuro, a seu tempo, saber-se-á” a opção da tutela, vincou a porta-voz da Administração Regional de Saúde do Centro.

A hipótese de transferência de Carlos Santos apanhou de surpresa os funcionários do IPO de Coimbra, cujos directores de serviços já se insurgiram contra tal possibilidade, posição que tem vindo a ser secundada por outro pessoal.

Os directores de serviços do Centro Regional de Oncologia do Centro transmitiram à tutela a sua perplexidade por terem sido postos perante aquela hipótese de forma abrupta e também deram conta da respectiva apreensão na medida em que o IPO de Coimbra está prestes a realizar um investimento de 37,60 milhões de euros em ampliação e renovação de equipamentos.

Parte significativa do investimento é assegurada pela instituição, tendo o anterior ministro da tutela, Paulo Macedo, no Verão de 2015, prometido um aumento do capital social para ela fazer face aos encargos.

Com cerca de 235 camas, a unidade hospitalar integra a Rede de Referenciação de Oncologia, o que lhe confere responsabilidade de topo no tratamento dos pacientes portadores de cancro residentes na região Centro.

Há um ano, soube-se que o IPO de Coimbra vai receber do Programa Operacional Regional do Centro 3,92 milhões de euros para financiamento de uma “solução integrada de tratamentos de radioterapia”.

A medida, divulgada pela Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC), inscreve-se no apoio prestado a 12 projectos ligados a centros hospitalares, atinentes a compra de equipamentos e a remodelações físicas, entre outras intervenções.

Àquela verba, proveniente do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional, corresponde um montante de investimento no Instituto estimado em perto de 4,62 milhões de euros.

Carlos Gregório dos Santos coadjuvou, até meados de Maio de 2017, o histórico timoneiro do IPO de Coimbra, Manuel António Leitão da Silva.

Para o lugar de gestor aberto pela ascensão de Carlos Santos entrou Maria do Rosário Velez Reis.

A directora clínica do IPO de Coimbra, Paula Alves, a desempenhar a função há seis anos, está em final de mandato.

 

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