Coimbra  21 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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IPC com projecto para melhorar a mobilidade de cidadãos invisuais

27 de Junho 2019

O Instituto Politécnico de Coimbra (IPC) desenvolveu um projecto com o objectivo de permitir aos cidadãos com deficiência visual moverem-se de modo independente.

Através de um sistema de navegação, o “BlueEyes”, que visa auxiliar os cidadãos cegos ou com visão reduzida a conhecerem melhor o ambiente em que vivem, melhorando desta forma a sua inclusão social e qualidade de vida.

Este é um programa disponibilizado no ‘smartphone’, sem a necessidade de qualquer ‘hardware’ especial, e utilizando a tecnologia “Bluetooth Low Energy” (BLE).

A investigação estuda e explora aspectos da interacção humano-computador e visa o desenvolvimento de um modelo de arquitectura para aplicações móveis sensíveis e ‘beacons’.

João Orvalho, responsável pelo projecto e docente da Escola Superior de Educação de Coimbra (ESEC), explica que “os beacons são dispositivos (emissores) que funcionam com a rede ‘Bluetooth’ e são colocados em determinados locais para que se possa cruzar a informação georreferenciada – utilizando o GPS – num sistema”.

Deste modo permitem ao cidadão cego saber onde se encontra e que obstáculos tem à sua frente para se mover até determinado local, como por exemplo, a existência de escadas, passeios ou outros.

Ainda de acordo com João Orvalho pretende-se “tornar o invisível visível aos cidadãos cegos, melhorando a mobilidade nos transportes urbanos de Coimbra, as visitas à Rota Bordaliana nas Caldas da Rainha e a circulação pedonal para acesso aos serviços dos edifícios e serviços públicos de Tábua”.

O responsável pelo projecto afirma que este foi recentemente concluído e permanece um legado de continuidade nestes três municípios.

No que a Coimbra diz respeito a aplicação vai permitir que os cidadãos invisuais que utilizam os autocarros saibam onde se encontram e qual a paragem em que devem sair.

Apesar dos dispositivos já se encontrarem no terreno, a aplicação para ‘smartphone’ ainda não está disponível ao público.

De salientar que o projecto foi desenvolvido por professores e estudantes das licenciaturas de Comunicação e Design Multimédia, Engenharia Informática e do mestrado em ‘Human Computer Interaction’ do IPC, num consórcio com o Instituto Politécnico de Viseu.

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