Coimbra  26 de Outubro de 2020 | Director: Lino Vinhal

Semanário no Papel - Diário Online

 

IP3: Requalificação deverá durar três a quatro anos, diz ministro

4 de Maio 2018 Jornal Campeão: IP3: Requalificação deverá durar três a quatro anos, diz ministro

A requalificação do Itinerário Principal 3 (IP3), entre Viseu e Coimbra, deverá durar três a quatro anos, afirmou, hoje, o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, sublinhando que o tempo de viagem vai ser reduzido em um terço.

A primeira intervenção, que já conta com projecto e avaliação de impacto ambiental, deverá arrancar em 2019, entre o nó de Penacova e o nó da Lagoa Azul, que abrange a zona mais crítica do IP3, na zona da Livraria do Mondego, disse o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, Pedro Marques, que falava aos jornalistas após uma apresentação à porta fechada do projecto aos autarcas da Comunidade Intermunicipal (CIM) de Viseu, Dão e Lafões.

“Começamos já com obra no próximo ano com aquilo que já tem projectos e fazemos o resto dos projectos e avaliações de impacto ambiental enquanto essa primeira intervenção decorre”, disse o governante, que espera que a requalificação integral do IP3 esteja concluída num prazo de “três a quatro anos”, após o início da obra, em 2019. Ou seja, a intervenção poderá estar concluída no final da próxima legislatura.

Segundo Pedro Marques, a intervenção vai permitir reduzir em cerca de um terço o tempo de viagem naquela estrada, garantindo, também, “um reforço muito grande da segurança da via e um reforço da própria competitividade económica da região”.

O ministro sublinhou que 85 por cento do traçado vai ficar com perfil de autoestrada – com duas faixas em cada sentido -, quando hoje o IP3 apenas tem um quinto da via com esse perfil.

Mesmo assim, nos 15 por cento onde não haverá um perfil de autoestrada, haverá, “em quase a totalidade, o perfil de duas [faixas] por uma”.

“No total, só três por cento do troço poderá ter que permanecer apenas com uma faixa para cada lado”, nomeadamente nas pontes, onde ainda vai ser avaliado se há condições “para algum tipo de alargamento”, explicou o ministro.

Pedro Marques sublinhou que a alternativa à requalificação do IP3 passaria pela “construção de auto-estradas com portagens, que onerariam as famílias e as empresas”.

Questionado sobre a possibilidade de, no futuro, o IP3 ser transformado numa auto-estrada como aconteceu no IP5, o ministro assegurou que o Governo “está a fazer esta obra assim para não transformar o IP3 numa auto-estrada com portagens”. “É compromisso do Governo”, frisou.

Pedro Marques referiu, ainda, que fica em aberto a possibilidade de, no futuro, se criar “um troço de auto-estrada portajada na zona do IP3 sem perfil de auto-estrada, assim como não são descartadas as possibilidades de investimentos futuros no IC12 ou no IC3.

“São investimentos que podem vir a ser realizados e debatidos com a região, mas todos eles têm o elemento estrutural de base que é o IP3. Nada disso faria sentido sem esta requalificação profunda”, sublinhou.