Coimbra  14 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Investigadores da Universidade de Coimbra criam aerogel “limpo”

22 de Julho 2019

Rafael Torres, investigador no projecto que desenvolveu o primeiro aerogel “limpo”

 

Uma equipa de investigadores da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra (FCTUC), em parceria com a empresa Active Aerogels, desenvolveram o primeiro aerogel “limpo”.

“Os aerogéis de sílica puros, devido à sua estrutura, são excelentes isolantes térmicos”, mas libertam “uma grande quantidade de partículas durante o seu manuseamento”, o que condiciona a sua aplicação na indústria “especialmente nos sectores aeroespacial e de construção civil”, situação que parece estar ultrapassada segundo afirmou, hoje (22), a FCTUC.

Após “dois anos de estudo, desenvolvimento e testes de novas formulações que permitissem resolver o problema da libertação de partículas e pó sem pôr em causa as propriedades únicas que fazem dos aerogéis excelentes isolantes térmicos, o primeiro aerogel ‘limpo’ produzido pelos investigadores da FCTUC e Active Aerogels está pronto a entrar no mercado”, confirma a FCTUC.

Segundo Rafael Torres, investigador do projecto que, na FCTUC, é coordenado pela especialista em aerogéis, Luísa Durães, este “é o resultado de um projecto muito complexo, que passou por várias fases”.

Com os testes em laboratório a revelarem-se promissores, os investigadores avançaram para testes em escalas maiores, o que aumentou a complexidade do projecto.

“À medida que aumenta a dimensão do produto, diminui a capacidade de manter o sistema homogéneo, sendo as propriedades do produto deterioradas”, explica Rafael Torres, salientando que foi necessário “garantir que tais propriedades – densidade e condutividade, assim como propriedades mecânicas – se mantêm no produto final independentemente da escala em que é produzido”.

Ultrapassados todos os obstáculos, os novos aerogéis vão permitir “incrementar a aplicação deste tipo de material na indústria, particularmente na aeroespacial, onde a libertação de partículas e pó é crítica devido ao risco de contaminação”, conclui a FCTUC.

O projecto foi financiado, em mais de 700 000 euros, por fundos da União Europeia, através do FEDER, Portugal 2020 e Centro 2020.

 

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