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Investigadores da UC vencem prémio em medicina regenerativa

22 de Outubro 2019

Emmanuel Quartin e Carlos Boto, investigadores do Centro de Neurociências e Biologia Celular (CNC) da Universidade de Coimbra (UC), venceram a primeira edição do Prémio “Investigação em Medicina Regenerativa”, atribuído pela Sociedade Portuguesa de Células Estaminais e Terapia Celular (SPCE-TC) e pela Crioestaminal.

O galardão, no valor de 2 000 euros, foi entregue aos cientistas referente ao artigo científico “Prolonged intracellular accumulation of light-inducible nanoparticles in leukemia cells allows their remote activation”, da autoria dos dois investigadores.

O trabalho refere-se ao “desenvolvimento de um sistema de transporte e entrega de fármacos que possibilita um maior controlo e precisão de terapias focadas na medula óssea” e, “utilizando a leucemia mieloide aguda como modelo de estudo foi possível produzir uma formulação quimioterapêutica mais eficiente e que permite diminuir os fortes efeitos secundários”, revelam os investigadores.

Além disso, demonstrou-se que é possível tirar vantagem do sistema de “GPS natural” de células leucémicas, utilizando-as como “cavalo de Tróia” “para transportar a formulação quimioterapêutica até ao local exacto da medula óssea onde se encontra o reservatório das células responsáveis pela resistência e propagação da doença”, referem.

Emanuel Quartin, que hoje desempenha também o cargo de cientista visitante no Imperial College, London, explica que “actualmente, esta tecnologia está a ser estudada para futuras aplicações, não só no tratamento de leucemia, mas também em medicina regenerativa, como é o caso do transplante de medula óssea”.

O Prémio de “Investigação em Medicina Regenerativa”, lançado este ano pela Crioestaminal e a SPCE-TC, tem como propósito distinguir a melhor publicação de índole básica ou aplicada na área da Medicina Regenerativa.

A este galardão podem candidataram-se investigadores nacionais ou estrangeiros, com projectos total ou parcialmente realizados em instituições portuguesas e publicados no biénio anterior à sua atribuição.

Este ano, as áreas que concorreram ao prémio foram essencialmente de “drug delivery”, importância das condições de cultura das células para a sua diferenciação e uso das células estaminais para o “screening” e avaliação toxicológica de fármacos.

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