Coimbra  21 de Outubro de 2019 | Director: Lino Vinhal

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Investigadores da UC premiados por Fundação Europeia da Diabetes

27 de Junho 2019

A Fundação Europeia para o Estudo da Diabetes (EFSD) premiou, com 10 000 euros, um consórcio de vários grupos de investigação da Universidade de Coimbra para desenvolver um projecto que pretende estudar novos marcadores das complicações da doença.

O estudo, de natureza interdisciplinar, vai combinar a imagem médica com abordagens bioquímicas, para explorar três novas formas de medir ou identificar alterações na diabetes.

“Este projecto permitirá identificar marcadores precoces de complicações da diabetes, com impacto claro na qualidade de vida dos doentes”, sublinha Miguel Castelo-Branco, coordenador do estudo científico – que envolve também Leonor Gomes e Carolina Moreno (investigadoras clínicas), Paulo Matafome (de investigação básica em modelos de animais de diabetes) e Bruno Manadas (das áreas emergentes de metabolómica e proteómica).

Estes investigadores são provenientes de vários centros que formam o consórcio premiado: Coimbra Institute for Biomedical Imaging and Translational Research/Instituto de Ciências Nucleares Aplicadas à Saúde (CIBIT/ICNAS), Instituto de Investigação Clínica e Biomédica de Coimbra/Faculdade de Medicina da UC (iCBR/FMUC), do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC) e do Centro de Neurociências e Biologia Celular da UC (CNC-UC).

“Os três novos marcadores, que vão ser estudados pela equipa de investigação da UC, permitirão explorar caminhos muito diferentes para medir ou identificar alterações na diabetes”, explica a Universidade, adiantando que “a primeira medida identifica alterações muito iniciais da regulação nervosa da irrigação sanguínea; a segunda explora novos métodos de imagem – baseados em ressonância magnética e PET (Tomografia por Emissão de Positrões) – para estudar o metabolismo e o stress celular; e a terceira usa abordagens bioquímicas para analisar os efeitos perniciosos do excesso de ligação de glicose a proteínas e lípidos (glicação)”.

O objectivo da equipa de investigação multidisciplinar é “que, com recurso à inteligência artificial, seja possível potenciar a detecção precoce destas alterações no organismo dos doentes diabéticos”, adiantam os cientistas.

O prémio da EFSD vem, também, salientar “a relevância do trabalho colaborativo entre várias entidades que, ao longo dos últimos anos, têm estudado as complicações da diabetes (tanto em modelos humanos como animais, incluindo o coração, cérebro, fígado, tecido adiposo e a retina)”, conclui Miguel Castelo-Branco.

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